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Seca

A última gota

26 set, 2022 - 07:26 • Fábio Monteiro , Maria Costa Lopes (vídeo)

A sul do Tejo, há duas barragens em risco de secar até 2024. Campilhas, em Santiago do Cacém, é uma desgraça iminente, alertam os produtores de arroz da região. Uns falam em desistir, outros em ir buscar água ao Alqueva. Ana Gonçalves, autarca de São Domingos, diz que é preciso pensar “noutras culturas que não sejam de regadio”. No Algarve, a albufeira Bravura vive também dias de escassez. Há pomares a secar e falhas no abastecimento. Em Odiáxere, algumas famílias que dependem de garrafões para ter água em casa. São necessárias mudanças políticas – mas também de mentalidade. O tempo da abundância evaporou.

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A última gota
A última gota - veja a reportagem em vídeo

Joaquim Sobral tinha sete anos quando a barragem de Campilhas foi inaugurada. “Foi no ano em que entrei para a escola”, recorda, com um sorriso sarcástico no canto da boca. O produtor de arroz do Vale do Sado – na época, uma criança - não esteve presente na cerimónia. Lembra-se, em todo o caso, de ouvir à noite “na telefonia” o discurso do então Presidente da República, Francisco Craveiro Lopes.

Corria o ano de 1954, e Salazar tinha em curso um plano de expansão da reserva hidrográfica (e, por corolário, da rede energética) no país - cujas marcas são visíveis ainda em 2022. Das 263 barragens que existem em Portugal, a maioria foi construída no período do Estado Novo; desde o ano de 2000, foram erigidas apenas 65 barragens, de acordo com dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O reservatório de Campilhas, com mais de 26 milhões de metros cúbicos de capacidade útil, plantado no concelho de Santiago do Cacém, iria ter como propósito o abastecimento de água para consumo e rega. E assim foi durante quase sete décadas.

Graças à (nova) abundância de água, as culturas agrícolas na região mudaram: trocou-se o comum trigo – favorável ao sequeiro alentejano – pelo bem mais valioso arroz. A barragem tornou-se um local de veraneio; nos dias mais quentes de verão, muitas pessoas passaram a fazer piqueniques nas margens, dar mergulhos.

Agora, o cenário mudou. Campilhas é uma tragédia iminente; o espelho de água minguou e assemelha-se a uma banheira praticamente vazia, cujo ralo alguém se esqueceu de tapar; dá a impressão que, sem grande esforço, pode ser atravessado a pé. Os antigos volumes que a barragem costumava abarcar estão bem delineados, visíveis a olho nu, no perímetro da albufeira.

De acordo com o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, a Campilhas está a 3% da capacidade – o pior registo ao nível nacional. E se pouco ou nada chover e se nada for feito para combater a seca, será mesmo uma das quatro albufeiras que podem ficar sem água, até 2024, tendo em conta um modelo matemático elaborado pela Renascença.

Também a sul do Tejo, a barragem de Bravura, no concelho de Lagos, está a 9% da capacidade. Já a norte, a albufeira do Alto-Lindoso – uma das sete maiores ao nível nacional – encontra-se a 19%, enquanto a de Alto Rabagão, na localidade de Pisões, a 20%.

O prognóstico para Campilhas não surpreende Joaquim, que desde 1974 se dedica à plantação de arroz. “É tal e qual o senhor ir a conduzir uma motorizada e entrar na reserva. Já sabe que vai andar 50 quilómetros e depois vai acabar. Com a água da barragem é o mesmo”, diz.

Luís Guerreiro, 62 anos, também produtor de arroz da região, segue a conversa. E consegue ser ainda menos otimista: “Não é daqui a dois anos, é já.”

À sua volta, os dois homens têm hectares de provas de que não estão a ser catastrofistas. Basta olhar: a maioria dos campos de arroz não foram cultivados este ano.

A “estupidez” do Alqueva

Os arrozais de Campilhas fazem parte da conhecida Rota Vicentina; são um marco turístico de quem circula rumo ao Algarve. Poucas pessoas imaginam, no entanto, que se este ano ainda há alguns campos verdes naquele lugar, tal se deve a uma albufeira situada a mais de 130 quilómetros de distância, não muito longe da fronteira com Espanha: o Alqueva. “Vê-se logo que é uma estupidez muito grande, não é?”, atira Joaquim.

Em 2018, o agricultor ainda conseguiu cultivar os mais de 400 hectares de arroz que administra. Campilhas tinha já pouca água, mas ainda dava para os agricultores da região. A pequena barragem de Fonte Serne – com uma capacidade de pouco mais de 5 milhões de metros cúbicos -, também situada no concelho de Santiago do Cacém e inaugurada em 1976, ajudou.

Nos últimos dois anos, todavia, a escassez de água agravou-se. Continuar a plantar implicou um esforço financeiro. “Isto é só para ir passeando. Regar cada hectare [com água do Alqueva] custa uma média de 600 euros. Onde antes pagava 27, 28 mil euros por água, agora é muito mais. Em 2021, foram 73 mil euros”, revela.

Este ano, Joaquim apenas conseguiu plantar cerca de 135 hectares, dos quais “70% estão a ser regados com água vinda do Alqueva” - adquirida por intermédio da Associação de Regantes de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS).

Não por acaso, a ARBCAS tem vindo defender a criação de uma ligação do Alqueva a Campilhas para fins de abastecimento, algo que já acontece com a barragem de Fonte Serne. Em agosto, em declarações ao “Público”, Álvaro Beijinha, autarca de Santiago do Cacém, admitiu que tal solução era uma “possibilidade”. (Vários municípios do Alentejo e Algarve estão a explorar ideias semelhantes; desde março de 2022, parte da água consumida na zona industrial de Sines vem do Alqueva.)

Há poucos meses, a associação de regantes fez saber que a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S.A. (EDIA), entidade responsável pela gestão da maior albufeira do país, está a desenvolver para o Ministério da Agricultura um estudo de âmbito nacional, “tendo em vista o levantamento das necessidades de investimento e do potencial de desenvolvimento do regadio coletivo eficiente”, para a região do Vale do Sado.

Desistir de mudar

A boa-nova da ARBCAS demorará a chegar. Porventura, chegará até já demasiado tarde para Joaquim Sobral. “Vou sair do mercado este ano. Estou pronto a desistir”, diz o homem, a contragosto, como se as palavras lhe custassem a sair da boca.

O produtor de arroz afirma em voz alta aquilo de que parece querer mentalizar-se: não há alternativa. “Já tenho uma idade avançada. E os industriais do arroz todos os anos lutam para ficarem com o nosso produto pelo menor preço. A nós ninguém nos dá nada. Fico com animais”, explica.

Com 74 anos, Joaquim recorda-se de outros períodos de seca, não toma 2022 como um ano excecional. É da opinião, todavia, que se nas últimas décadas se tivessem construído mais albufeiras e barragens na região, a crise presente poderia ter sido evitada. “Há aqui bastantes afluentes. Mas quando chove vai tudo parar ao mar”, aponta.

O agricultor é também crítico das várias culturas intensivas que passaram a popular o Alentejo nos últimos anos. De forma irónica, afirma: “Daqui por meia dúzia de anos só se comem amêndoas e azeitonas. Trigo não se faz porque as terras boas estão ocupadas. Ou comem cortiça. É a única coisa que dá neste Alentejo, na parte litoral. Não temos mais nada.”

Luís Guerreiro usa outra metáfora para expressar o mesmo dilema: “As pessoas esqueceram-se que para fazer uma tiborna faz falta o pão, não é só o azeite.”

Produtor de arroz com cerca de 20 hectares para explorar (alguns dos quais por via de cedências), Luís optou por não plantar nada este ano. Comprar água do Alqueva – sítio onde ainda trabalhou, aquando da construção da albufeira - estava além das suas possibilidades.

“Já desisti do tomate. Arroz tenho feito quando há água. Já há uns poucos anos que fazíamos, com um pouco de dificuldade. Já tínhamos passado outro ano sem nada. E agora passou-se mais um ano sem conseguir fazer nada, porque a barragem está propriamente seca”, conta.

Os tratores e máquinas agrícolas do homem estão estacionados num pequeno baldio nas traseiras de casa; não saem do sítio desde a colheita de 2021, ano em que ainda recolheu 62 toneladas de arroz, vendidas cada uma a 360 euros. São um investimento que não dá retorno.

“Os terrenos estão sem nada. Ainda houve quem plantasse uns sorgos, uns grãos, porque dão um subsídio. Mas o nosso próprio Governo está-nos afetando as coisas. Para quem não tem contratos de arrendamento, vão-nos cortar até os subsídios”, diz Luís, referindo-se às atualizações recentes do regime jurídico do arrendamento rural.

Cético quanto à ideia do Alqueva ser a solução para todas as carências – “Depois não conseguimos pagar o preço da água.” -, o produtor de arroz entende que a natureza é quem pode decidir o futuro. “Se a natureza não carregar a água, estamos aqui num buraco sem fundo.”

As palavras de Luís aplicam-se a um vazio concreto: a barragem de Campilhas. Mas há também um outro vazio, existencial, na sua história. Com os seus poucos hectares de arroz, “ia sobrevivendo. Hoje, com idade que tenho, não sei se tenho de mudar de vida.”

Outra barragem, o mesmo problema

Nos arredores de Lagos, os problemas são muito semelhantes aos que se fazem sentir em Santiago do Cacém. Não faltam réplicas das histórias de Joaquim Sobral e Luís Guerreiro.

A barragem da Bravura foi inaugurada em 1958; construída também pelo Estado Novo, encaixada num (antigo) vale íngreme de difícil acesso – há apenas uma estrada, apesar de o GPS oferecer mais alternativas -, tem uma capacidade de armazenamento útil de 32 milhões de metros cúbicos.

O calor do barlavento algarvio resfolega, a água reflete o céu sem nuvens. Para um observador incauto, o panorama pode parecer pouco dramático. Principalmente, por comparação com o de Campilhas. Dá para perceber que recentemente a quota da água já esteve mais elevada, quiçá uns quatro ou cinco metros. Quão em baixo poderá mesmo estar a reserva?

Ora, as aparências iludem. A albufeira está a 9% de capacidade, com valores abaixo dos 4 milhões de metros cúbicos, indicam dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos. O registo seria ainda pior se, em junho deste ano, quando a reserva estava nos 5 milhões e 300 mil metros cúbicos, o Governo não tivesse tomado uma decisão.

Antecipando uma enchente de turistas no Algarve, após dois anos de pandemia, o executivo de António Costa decidiu interditar a utilização da reserva da barragem para agricultura ou rega de campos de golfe. Ficou apenas autorizada um tipo de utilização: abastecimento das populações locais. Durante o último inverno, a barragem só acumulara meio milhão de metros cúbicos. (O Governo tinha razão: agosto foi o mês com mais turistas de sempre no Algarve.)

Desde 2015, que a quota máxima da barragem da Bravura não é atingida. “Então, ainda se chegaram a fazer descargas de superfície”, conta António Marreiros Gonçalves, presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Alvor (ARBA), à Renascença. “Num ano normal, a barragem teria 25 milhões de metros cúbicos. Mas nos últimos cinco tem ficado nos 10, 12, 13. É água que dá para as necessidades. Dá para os agricultores, dá para os campos de golfe e dá para o abastecimento público. Este ano não.”

A expressão facial do líder da ARBA é a de alguém resignado. Custa-lhe não ajudar os agricultores da região, ver pomares a secar. Mas tem ordens às quais não pode desobedecer.

“Pensávamos que iria sempre haver alguma água de sobrevivência para os agricultores, dar uma vez por mês, quando o normal seria de 15 em 15 dias. Mas isso não foi possível”, lamenta. “Com muita mágoa, não demos água aos agricultores. Em primeiro lugar está a população.”

António Marreiros revela à Renascença que a ARBA está a trabalhar no sentido de mitigar a escassez de água. Há um plano em curso para “modernizar” o perímetro da rega. A rede será pressurizada – o que facilitará e expandirá o abastecimento às populações – e os canais de transporte irão deixar de ser a céu aberto – para diminuir a taxa de evaporação e desperdício.

O plano em causa tem vindo a ser desenhado em conjunto com a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR). “Iremos abrir um projeto para fundos comunitários. Já nos foram prometidos 7 milhões do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para modernizar as infraestruturas”, conta Marreiros.

Carlos Fonseca, presidente da junta de freguesia de Odiáxere, uma das localidades abastecidas pela barragem da Bravura, apoia as mudanças. Os dilemas que tem em mãos, porém, necessitam de uma resposta mais célere.

Sim, há muitos agricultores que não conseguem regar. “Até as árvores de sequeiro estão a sentir a seca. A que ponto chegamos”, diz. E sim, os campos de golfe da região são um problema, mas estes também já estão a desenvolver projetos para que, “num futuro próximo, consigam aproveitar as águas cinzentas, da chuva, para a rega”.

As dores de cabeça do autarca estão noutro lugar. Em algumas das pequenas localidades circundantes de Odiáxere, já há pessoas que não têm água para consumo. “Inclusivamente, onde há furos. Com a baixa dos lençóis freáticos, há furos que já têm água salobra, salgada, imprópria para consumo. Há famílias a sobreviverem com garrafões de água neste momento. O que é muito, muito preocupante”, conta.

Face a esta situação, condicionado pelas alterações climáticas “que se fazem sentir todos os dias”, o autarca confessa sentir-se “impotente”. “Estamos dependentes da chuva.” As mudanças no clima da região começaram a sentir-se há cerca de 12 anos. Houve, porém, “situações que tinham de ser resolvidas e não foram”.

Num futuro próximo, para abastecer a freguesia, poderá ser necessário recorrer ao apoio dos bombeiros, o abastecimento por via autotanques; em agosto, só em Trás-os-Montes, mais de 50 localidades foram apoiadas desta forma. Carlos encolhe os ombros: “Já está a acontecer noutros locais do país, iremos pelo mesmo caminho.”

Torneiras de vento

Para Ana Maria Gonçalves, presidente da união de freguesias de São Domingos e Vale de Água, o temor do autarca de Odiáxere não é hipotético: as duas povoações que lidera estão já a ser abastecidas diariamente de água pelos bombeiros de Santiago do Cacém – algo que nunca fora necessário até 2022.

“Podem vir cá duas vezes, podem vir três por dia. Conforme o que é necessário”, conta a mulher, de cabelo laranja e gestos desenvoltos, à Renascença. “Nunca aconteceu uma falta de água assim. Podia haver um dia ou outro que não houvesse abastecimento público, mas agora já está a ser demasiado.”

Faltas pontuais que no passado eram supridas com recurso a depósitos de mil litros tornaram-se a norma. Os três poços da freguesia secaram, os espaços verdes deixaram de ser regados. E, para piorar tudo, “de ano para ano, cada vez chove menos”, nota. Os agricultores têm, então, de começar “noutras culturas que não sejam de regadio”. “Podem fazer aquilo que não leve tanta água. Têm que se ir habituando, porque que daqui a alguns anos ainda vai ser pior”, assume Ana Gonçalves.

São 15 horas da tarde, do dia 9 de agosto; os termómetros marcam 30 graus – uma das temperaturas máximas mais baixas que se fará sentir em todo o mês. Na aldeia de São Domingos, com o céu limpo e o sol a pique, são poucas as pessoas que arriscam andar pela rua. Junto ao edifício da junta, há uma praça com um pequeno fontanário e uma cobertura com heras; uns quantos idosos estão lá sentados à sombra.

Ana recorda-se de um tempo em que a barragem de Campilhas era um íman de turistas, que vinham “com caravanas”, “passavam ali o verão inteiro”. Uma memória que contrasta com o “deserto” que resta. Pede, por esse motivo, uma solução igual à de Fonte Serne para aquela barragem. Ou seja, que se vá buscar água ao Alqueva.

A autarca quer uma resposta. É isso que lhes exigem os seus conterrâneos. Há os agricultores, que estão a parar de cultivar. Depois, há os criadores de gado, que, lentamente, começam a desesperar. “Não há pastagem”, conta. José Ventura, 80 anos, é uma dessas vozes.

No meio de um terreno árido, já pisoteado por 90 vacas, e com apenas algumas azinheiras centenárias num recanto, o criador conduz uma carrinha carregada com fardos de palha. Empoleirado na caixa aberta, um empregado vai lançando porções de alimento para a manada que segue de perto o veículo. É hora da refeição para os animais.

De boina na cabeça, rosto suado e olheiras fundas – de quem acorda “às seis da manhã todos os dias” -, José pede ajuda. Para conseguir manter as vacas – e mais as 300 ovelhas que tem -, passa o dia a transportar água para os seus terenos com recurso a depósitos. “Este ano é o pior. Embora já tenha havido algumas pequenas secas, mas este ano é que é a desgraça. Nós temos que andar durante o dia a carregar coisas. Quando não é água, é comida”, queixa-se à Renascença.

O facto de a barragem de Campilhas estar quase seca está-lhe “a estragar a vida”: os subsídios não chegam para as despesas. “Este ano vai ser uma catástrofe. Numa altura destas estamos já a abastecer os animais com farinhas, com palha. E as farinhas estão cada vez mais caras.”

Sem surpresa, para o criador de animais, um cenário sequer parecido àquele conjurado pelo modelo da Renascença – a barragem secar nos próximos dois anos – seria uma sentença de morte. “Nesse caso, nós não vamos resistir de maneira nenhuma. É impossível.”

Ao mesmo tempo, gastar menos água do que já gasta também não é uma viável. “Gastamos aquilo que temos necessidade. Porque a gente continua a evitar o gasto. Se houvesse [água] fazia outro tipo de investimento”, diz, para logo de seguida, sublinhar: “Se isto continuar, somos obrigados a acabar com elas [as vacas].”

Ana Maria Gonçalves não é alheia a casos como o de José. Entre outros desafios, sensibilizar os aldeões para a poupança nem sempre é fácil, admite. Como explicar a pessoas habituadas a abundância que, daqui para a frente, a água vai ser um bem cada vez mais escasso?

“Já apelei que não lavassem quintas, entradas de casas. Quando estamos a ser abastecidos pelos bombeiros, é porque o caso é muito grave”, conta. Mas a mensagem, por vezes, evapora. “Um dia poderemos abrir uma torneira e o que é que sai de lá? Vento. Porque não há água. Pode acontecer.”

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