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Hoteleiros de Guimarães falam em "terror" e criticam falta de vigilância

10 ago, 2022 - 12:47 • Olímpia Mairos com Lusa

A Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) refere que os estabelecimentos "além dos prejuízos da noite, terão de encerrar durante esta quarta-feira".

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A Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) criticou esta quarta-feira a alegada falta de vigilância policial que conduziu a "momentos de terror" no centro histórico de Guimarães, provocados por adeptos do clube de futebol croata Hadjuk Split.

Em comunicado, a AVH deixa ainda "palavras de conforto" aos seus associados, "que, para além dos prejuízos da noite, terão de encerrar durante esta quarta-feira".

"Registamos, com grande preocupação, que Guimarães, uma cidade pacata e acolhedora, seja invadida por um grupo organizado, sem qualquer tipo de vigilância, tendo o mesmo espalhado e semeado o caos e o medo", lê-se no comunicado. .

Em causa os incidentes registados na noite de terça-feira no centro histórico de Guimarães.

Todos os adeptos os adeptos do clube de futebol croata Hadjuk Split que participaram nos desacatos, em Guimarães, foram identificados e estão monitorizados. A informação foi adiantada aos jornalistas pelo comissário Vítor Silva, adjunto da Divisão da PSP de Guimarães, que não revela, no entanto, se poderão assistir ao jogo esta quarta-feira.

O responsável refuta as acusações do presidente da autarquia que, à Renascença lamentou a falta de uma atitude preventiva por parte das autoridades e pediu que seja aberto um inquérito aos acontecimentos, afirmando que "tudo falhou" na prevenção e também na atuação policial e garante que não houve falhas de comunicação, que houve um grupo organizado que agiu rápido.

“Nós temos connosco a presença de polícias croatas, não houve falha de comunicação. Estamos a falar de um grupo de adeptos que está habituado a fazer este tipo de abordagens, aconteceu na cidade de Guimarães, poderia ter acontecido noutra cidade nas imediações da nossa cidade”, esclarece.

Segundo o comissário, os adeptos “não chegaram através do Aeroporto Sá Carneiro, movimentaram-se por vários aeroportos”, destacando que “a monitorização destes adeptos é feita por nós a partir do momento que os detetamos”.

“A Polícia de Segurança Pública não tinha falta de efetivo. Nós tínhamos o efetivo reforçado nessa noite, como temos em todos os eventos desportivos internacionais”, assegura o comissário.

Nestas declarações, Vítor Silva explica que “o que aconteceu no centro da cidade, na Praça Oliveira e na Praça Santiago foi uma movimentação em massa, organizada no sentido de provocar o caos”.

“Foi muito rápida e muito bem organizada. Eles chegaram, arremessaram alguns objetos e foram-se movimentando pela cidade. O incidente que existiu foi um arrastão no seu movimento, levaram algumas esplanadas, atiraram alguns artigos pirotécnicos, o que, como é compreensível, provocou algum pânico na população vimaranense”, acrescenta.

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