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Desconvocada greve dos aeroportos

10 ago, 2022 - 16:04 • Redação, com Lusa

Paralisação estava agendada para os dias 19, 20 e 21 deste mês.

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Os sindicatos que representam os trabalhadores da ANA/VINCI, gestora de aeroportos portugueses, chegaram esta quarta-feira a acordo com a empresa e desconvocaram a greve agendada para 19, 20 e 21 de agosto.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac) avança, em comunicado, que o entendimento foi alcançado na sequência de uma reunião realizada, terça-feira, nas instalações da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), que contou também com a participação do Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC).

Assim, as estruturas desconvocaram a paralisação que estava agendada para os dias 19, 20 e 21 de agosto, porque, segundo o sindicato, "foi possível encontrar uma posição de consenso entre as partes".

"Do acordo resultou uma clara abertura para fazer face à escassez de RH [recursos humanos] nas áreas operacionais, um aumento salarial intercalar e a negociação de um AE (acordo de empresa), os dois últimos a concretizar através de mediação da DGERT", explica o sindicato.

Neste sentido, empresa e sindicatos vão encetar, em 14 de setembro, reuniões para fazer um levantamento dos trabalhadores necessários e iniciar o processo de recrutamento.

"Ao dia de hoje temos aquilo a que denominamos de 'acordo possível'. No entanto, não nos esquecemos de que tempos difíceis estão por vir e que a empresa - ANA/VINCI - terá de que fazer repercutir nos salários dos trabalhadores a inflação galopante e os seus próprios resultados, que se adivinham muito bons", referiu, na mesma nota, o dirigente do Sintac para a ANA- Aeroportos, Ruben Simas.

O Sintac também avançou hoje com um pré-aviso de greve, que abrange os trabalhadores da Portway (detida pela ANA) dos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, para 26, 27 e 28 de agosto.

"Em causa está a política de RH [recursos humanos] assumida ao longo dos últimos anos pela Portway, empresa detida pelo Grupo VINCI, de confronto e desvalorização dos trabalhadores por via de consecutivos incumprimentos do Acordo de Empresa, confrontação disciplinar, ausência de atualizações salariais, deturpação das avaliações de desempenho que evitam as progressões salariais e má-fé nas negociações", indicou o sindicato, em comunicado.

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