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Incêndios. PSD exige ao Governo humildade para reconhecer o que está mal no SIRESP

01 ago, 2022 - 21:59 • Lusa

Luís Montenegro considera que o ministro, assim como a secretária de Estado da Proteção Civil estiveram muito mal "ao quererem responsabilizar as pessoas por uma falha que, evidentemente, é uma falha do sistema, que, há vários anos, tem notado estas insuficiências e sobrecargas nos momentos de maior aflição".

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O PSD exigiu esta segunda-feira ao Governo a humildade para reconhecer o que está mal com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e as diligências para ultrapassar a situação.

"(...) Exige-se ao Governo, não só a humildade de reconhecer aquilo que está mal, como as diligências para ultrapassar aquilo que está mal", disse aos jornalistas o líder do PSD, Luís Montenegro, em Pombal, no distrito de Leiria.

Questionado sobre se ficou satisfeito com as explicações do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, sobre as falhas no funcionamento do SIRESP nos incêndios na região de Leiria em julho, Luís Montenegro considerou que "há um padrão que, infelizmente, começa a ganhar demasiada rotina no Governo".

"É que sempre que há um problema, a culpa é de toda a gente menos do Governo. Há um problema no SIRESP, as pessoas que estão no terreno, os bombeiros, os operacionais, são elucidativos e inequívocos a apontar esses problemas e vem o Governo e diz que as pessoas é que não sabem utilizar os meios de comunicação", declarou.

O presidente do PSD adiantou que o ministro, assim como a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, estiveram muito mal "ao quererem responsabilizar as pessoas por uma falha que, evidentemente, é uma falha do sistema, que, há vários anos, tem notado estas insuficiências e sobrecargas nos momentos de maior aflição".

"E, portanto, aquilo que eu gostaria era que o Governo assumisse a sua responsabilidade e não endossasse às pessoas. Parece que é sempre culpa de toda a gente, menos do Governo", adiantou.

A rede SIRESP é a rede de comunicações exclusiva do Estado Português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em todas as situações de emergência e segurança, segundo o seu sítio na Internet.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esclareceu a semana passada que a rede de comunicações SIRESP teve "constrangimentos pontuais" durante os incêndios em Leiria este mês, que foram "colmatados" rapidamente.

"No período temporal em que ocorreram três incêndios de grande dimensão no distrito de Leiria, foram reportados à ANEPC constrangimentos pontuais na rede SIRESP, motivados por uma sobrecarga da rede devido a uma deficiente utilização da mesma, e não associados a qualquer problema da estrutura da rede", referiu a ANEPC numa informação enviada à agência Lusa.

No domingo, José Luís Carneiro admitiu que houve "picos de congestionamento" nas chamadas, mas recusou que o SIRESP tenha falhado nos incêndios de Leiria.

"A rede SIRESP não falhou. Convém sermos muito claros. Houve picos de congestionamento. Significa que naquele período houve mais de meio milhão de chamadas e a média do tempo de espera em relação a esse pico foi de 3,20 segundos. Aquela que demorou mais tempo, pouco passou de um minuto", afirmou o ministro, salientando que, à semelhança das declarações da secretária de Estado da Proteção Civil, as suas afirmações baseiam-se na "informação que lhe prestaram as autoridades técnicas", pois são elas "que podem validar as matérias de natureza técnica".

O governante disse que, no momento do "congestionamento", a ANEPC tomou a decisão de "mobilizar duas unidades de comunicações móveis, uma que ficou na Freixianda [Ourém, distrito de Santarém] e outra nos Bombeiros de Ansião [Leiria]", para haver redundância capaz de garantir "que todas as comunicações estavam em sistema de funcionamento".

O ministro acrescentou que, "por vezes, nem sempre o uso [SIRESP] é feito nos termos em que deve ser", pelo que "deve ainda continuar a ser feita formação aos diferentes utilizadores do SIRESP".

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