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Coordenador nacional admite "possibilidade de encerrar maternidades"

31 jul, 2022 - 10:01 • Lusa

Para Diogo Ayres de Campos está é "a única forma" de, a curto prazo, dar resposta ao problema.

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O coordenador nacional da Comissão de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Blocos de Partos defende que tem que ser considerada a possibilidade de encerrar algumas maternidades, fora do interior, para concentrar recursos e responder aos problemas.

"Temos, de facto, que considerar a possibilidade de encerrar algumas maternidades. Em primeiro lugar, nós não conseguimos formar, nem atrair médicos obstetras e ginecologistas, em tempo útil, para acudir a alguns problemas", afirmou o coordenador nacional da comissão de acompanhamento de resposta em urgência de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos, Diogo Ayres de Campos, em entrevista à TSF e ao JN.

Para o também diretor do serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria, está é "a única forma" de, a curto prazo, dar resposta ao problema.

Contudo e, apesar de ressalvar que a questão ainda não foi discutida no grupo de trabalho, Ayres de Campos afastou a possibilidade de encerrar maternidades "que estão muito distanciadas", como a de Bragança, Abrantes ou Portalegre, considerando que "são essenciais" para manter a população local.

De modo a evitar perturbações nos serviços na época do Natal, este responsável espera entregar propostas entre setembro e outubro, mas lembrou que a comissão não tem "nenhuma garantia" de que o consiga fazer.

"Dentro daquilo que for possível fazer, eu irei tentar que tenhamos soluções relativamente rápidas, logo a seguir aos meses de verão", assegurou.

Já no que se refere à colaboração com os privados, Diogo Ayres de Campos considerou ser "extremamente difícil" ter esse tipo de respostas. Conforme sublinhou, os hospitais privados têm as suas próprias rotinas e uma forma de funcionar "mais individualizada", o que também "condiciona mais partos induzidos e cesarianas".

Ainda assim, acrescentou que esta é uma questão que poderá voltar a estar em cima da mesa, caso a situação em Lisboa e vale do Tejo e no Alentejo não seja controlada em agosto.

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