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Incêndio em Silves destruiu uma habitação e consumiu mais de 1.500 hectares

26 jul, 2022 - 17:00 • Lusa

Cálculo é feito pela autarca, que adianta ainda estar a ser feito "um reconhecimento no terreno, tanto da área ardida como dos prejuízos e das edificações afetadas pelo fogo”.

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O incêndio que deflagrou na segunda-feira em São Marcos da Serra (Silves) destruiu, pelo menos, um imóvel de primeira habitação, afetando mais de 1.500 hectares de área rural, calculou esta terça-feira a presidente da Câmara de Silves.

“Estimamos que tenha ardido cerca de 1.500 hectares de área rural, mas ainda estamos a fazer um reconhecimento no terreno, tanto da área ardida como dos prejuízos e das edificações afetadas pelo fogo”, indicou a presidente da Câmara de Silves, Rosa Palma.

De acordo com a autarca, o fogo destruiu um imóvel de primeira habitação na zona da Azilheira, tendo o município “providenciado já os bens necessários para a requalificação da mesma, não só do edificado, como dos próprios bens da casa”.

“A reconstrução deste imóvel de primeira habitação é uma situação que classificamos como prioritária, mas podem existir outras sobre as quais ainda não tenhamos conhecimento”, referiu a presidente daquela autarquia do distrito de Faro.

Rosa Palma destacou a importância do levantamento que está a ser feito na área afetada pelas chamas para saber ao certo o que ardeu, entre “habitações, animais, culturas agrícolas e outras bens essenciais para as pessoas”.

O incêndio, dominado cerca das 09:00 de hoje, deflagrou ao início da tarde de segunda-feira na localidade do Fica Bem, na freguesia de São Marcos da Serra e propagou-se à de São Bartolomeu de Messines, ambas no concelho de Silves.

Devido à rápida propagação do fogo, a Proteção Civil ordenou a retirada preventiva das pessoas de várias povoações e habitações dispersas pelo barrocal e serra da região, tendo sido contabilizadas um total de 82 pessoas deslocadas das suas casas.

“Das 82 pessoas, a quase totalidade deslocada para a casa de familiares, cinco foram instaladas na zona de apoio à população e uma que estava acamada, a recuperar de uma intervenção cirúrgica, foi acolhida pela Santa Casa da Misericórdia”, referiu a autarca.

Rosa Palma adiantou que as pessoas "têm regressado às suas casas à medida que vão sendo aferidas as medidas de segurança", notando que as cinco pessoas que foram acolhidas na zona de apoio à população já regressaram às respetivas casas.

O incêndio, que está em fase de resolução, originou o encerramento do tráfego rodoviário durante várias horas nos troços entre Ourique (Beja) e São Bartolomeu de Messines (Faro) da Autoestrada do Sul (A2) e do Itinerário Complementar (IC) 1, entretanto já reabertos à circulação.

De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 16:00 continuavam mobilizados para as operações de combate ao incêndio 550 operacionais, a maioria dos quais bombeiros de várias corporações de país, bem como dos sapadores florestais, Afocelca, GNR, Proteção Civil Municipal de Silves e da Cruz Vermelha Portuguesa.

Nas operações estão ainda envolvidas 191 viaturas e cinco meios aéreos.

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