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"Situação não melhorou, ainda é extrema". Há nove incêndios ativos, seis deles graves

14 jul, 2022 - 12:14 • Cristina Nascimento

Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil revela que, entre 7 e 13 de julho, registou-se um total de 160 feridos, quatro deles graves, dois bombeiros e dois civis.

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O Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, dá conta de seis fogos que mais preocupam as autoridades dos nove ativos ao final da manhã desta quinta-feira.

Entre as situações mais preocupantes contam-se dois fogos em Pombal (um em Abiul, outro em Pombal), um em Caranguejeira, outro em Ponte da Barca, um em Oliveira de Azeméis e, por fim, um em Baião.

No total destes seis fogos estão empenhados 1.454 operacionais, apoiados por 425 viaturas e 20 meios aéreos, adiantou o comandante da Proteção Civil pelas 12h00.

Na habitual conferência de imprensa, André Fernandes fez um ponto de situação no que respeita a vítimas humanas no período entre 7 e 13 de julho, referindo que há um total de 160 feridos, quatro deles graves, dois bombeiros e dois civis. O comandante explicou que, até ao momento, tiveram de ser retiradas de casa 865 pessoas, sendo que a maioria já conseguiu regressar ao seu domicílio.

"A situação ainda é extrema, ainda não normalizou, nem melhorou", disse o comandante nacional, reforçando um apelo à população para que adeque o seu comportamento às atuais condições. "Não use fogo, nem maquinaria nos espaços florestais ou rurais", disse.

Nestas declarações aos jornalistas, André Fernandes referiu que se mantém totalmente cortadas ao trânsito a EN 10 entre Cabanas e Quinta do Anjo, em Palmela, e o IC 8, no nó de Marquinha-Nogueiros e também no nó de Barracão-Leiria, no distrito de Leiria.

O comandante nacional da ANEPC deu também conta que já foram dominados os fogos que deflagraram na quarta-feira em Montenegro (Faro), Abrunhosa-a-Velha (Mangualde), Palmela, Caminha e Seia (Guarda).

“Desde as 00h00 e até às 12h00 de hoje foram registados 71 incêndios, enquanto à mesma hora de quarta-feira tinham ocorrido 59”, disse o responsável, sublinhando que “a situação é extrema do ponto de vista meteorológico” e que não vai melhorar.

Segundo a ANEPC, desde o dia 8 de julho ocorreram 9.004 incêndios rurais, que envolveram 30.299 operacionais, 8.141 meios terrestres e 452 missões para os meios aéreos.

Fogo danificou seis dezenas de edifícios

De acordo com o comandante André Fernandes, pelo menos 60 habitações, anexos, garagens e outras infraestruturas ficaram danificados no âmbito dos principais incêndios que assolam o país, mais 25 do que na quarta-feira.

De acordo com o comandante, no incêndio que teve início na quinta-feira na localidade de Cumeada, no concelho de Ourém (distrito de Santarém), ficaram danificadas "28 habitações, anexos e garagens".

No fogo que deflagrou em Vale da Pia, na freguesia de Abiul (concelho de Pombal), às 14h50 de sexta-feira, tendo alastrado ao concelho vizinho de Ansião (distrito de Leiria), foram afetadas "12 habitações, uma "roulotte", dois armazéns, um aviário e uma serração".

No incêndio que começou na terça-feira na Caranguejeira, no concelho e distrito de Leiria, foram afetadas "quatro habitações e uma vacaria", enquanto "duas habitações e dois anexos" é o balanço provisório do fogo que deflagrou na freguesia de Espite, no concelho de Ourém.

Quanto ao incêndio de Palmela, no distrito de Setúbal, estão contabilizadas pelo menos "duas habitações" danificadas.

No Algarve, o incêndio que deflagrou na terça-feira à noite em Faro e que na quarta-feira se estendeu ao concelho vizinho de Loulé, estão contabilizados danos em duas habitações, estando por contabilizar várias habitações e viaturas.

No incêndio que deflagrou em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, uma "habitação e uma oficina" foram afetadas pelas chamas.

[atualizado às 14h09]

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