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Quinze detidos pela PSP ouvidos na quinta-feira no TIC do Porto

06 jul, 2022 - 20:06 • Lusa

Operação levada a cabo na terça-feira pela PSP do Porto visou um “grupo organizado” que furtava produtos para venda em feiras e sucatas.

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Os 15 arguidos detidos na terça-feira pela PSP por furto de produtos para venda em feiras e sucatas serão ouvidos na quinta-feira no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

De acordo com o mandado de detenção a que a Lusa teve acesso, são 15 os arguidos, havendo ainda mais 14 pessoas referenciadas por colaboração em atividade criminal, que envolveu furto qualificado, arrombamento de estabelecimentos comerciais, armazéns e fábricas, bem como a cargas acondicionadas em camiões e reboques de transporte de mercadorias.

Segundo a fonte, “nenhum dos arguidos foi hoje ouvido, tendo apenas sido identificados”.

“Amanhã [quinta-feira] de manhã prosseguirão os trabalhos para inquirição dos arguidos” bem como “a consulta do processo para conhecimento dos elementos de prova para consubstanciar a defesa”, acrescentou.

A operação levada a cabo na terça-feira pela PSP do Porto visou um “grupo organizado” que furtava produtos para venda em feiras e sucatas, descreveu hoje fonte do Comando Metropolitano.

A mesma fonte disse à Lusa que esta investigação decorre desde maio do ano passado e que visa “indivíduos ligados à comunidade romani residentes na Área Metropolitana do Porto”.

O grupo operava com “uma assinatura muito própria”, pois fazia um buraco na parede dos armazéns e fábricas que assaltava para “contornar” os equipamentos de segurança, normalmente câmaras instaladas nas portas ou janelas.

Segundo o comissário João Soeima, os materiais furtados tinham vários destinos, desde feiras e mercados de todo o país, a sucatas e venda direta a contactos do grupo.

Os detidos são suspeitos de 60 crimes de furto qualificado, “sendo de salientar que, em resultado das práticas ilícitas referenciadas, resultaram prejuízos superiores a 3,5 milhões de euros”, acrescenta um comunicado do Comando Metropolitano do Porto.

“Esse valor reflete o preço de mercado. Em termos de matéria-prima, os prejuízos que o grupo causava às vítimas estão estimados em 1,5 milhões de euros”, precisou João Soeima.

Além dos 14 homens detidos, foram apreendidas 19 viaturas e armas, num total não especificado pela PSP.

Quanto ao material furtado, o comissário da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto especificou que em causa estão “cerca de 4,5 toneladas de material”, desde “milhares de peças de vestuário”, a produtos de origem ferrosa e metálica (aloquetes, cadeados, estruturas em alumínio, cobre, janelas, peças de serralharia), bem como eletrodomésticos (telemóveis, máquinas de lavar, aquecedores e televisões).

As viaturas apreendidas são “na sua maioria ligeiros de mercadorias” ou “um ou outro ligeiro de passageiros de topo de gama, o que evidencia o lucro que tinham com a atividade”.

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