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Mais de 30 detenções por alegada corrupção em centros de inspeção automóvel

28 jun, 2022 - 13:04 • Ricardo Vieira

"Em causa estão crimes de corrupção passiva para ato ilícito e de corrupção ativa para ato ilícito, bem como de falsificação de documento agravada, relacionada com a atividade de inspeção técnica de veículos", avança a PSP.

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Trinta e cinco pessoas foram detidas esta terça-feira no âmbito da operação Hydra, que visou centros de inspeção automóvel em várias regiões do país.

"Em causa estão crimes de corrupção passiva para ato ilícito e de corrupção ativa para ato ilícito, bem como de falsificação de documento agravada, relacionada com a atividade de inspeção técnica de veículos", avança a PSP, em comunicado enviado à Renascença.

No total, foram realizadas 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias, nos concelhos de Braga, Vila Verde, Vila Nova de Famalicão, Guimarães, Vizela, Fafe, Amarante, Lousada, Gondomar, Porto, Matosinhos, Valongo, Loures, Lisboa, Agualva-Cacém, Azambuja, Vila Franca de Xira, Seixal, Palmela, Setúbal, Silves, Lagoa e Portimão.

Os alvos da PSP e do Ministério Público foram um escritório de advogados, o Instituto de Mobilidade e dos Transportes (IMT) e sete centros de inspeção técnica de veículos (CITVs).

"Em concreto, foram recolhidos indícios que alguns suspeitos, administradores de facto ou de direito de diversas empresas gestoras de CITVs, implementaram em centros um esquema fraudulento que permitia a aprovação de veículos sem proceder à anotação de deficiências que os veículos apresentavam e ou sem adotar procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios, recebendo indevidamente vantagens patrimoniais e não patrimoniais, entregues pelos clientes dos CITVs", adianta a PSP.

De acordo com a Polícia, encontram-se também sob investigação "outras pessoas que poderão ter facilitado a concretização de alguns negócios e ou favoreceram essas empresas, nomeadamente junto de entidades públicas".

As buscas e detenções realizadas esta terça-feira são o culminar da investigação desenvolvida em três inquéritos distintos, iniciados em 2017, 2019 e 2020, entretanto apensados.

A investigação foi iniciada pela PSP de Loures e, posteriormente, pela Brigada Central de Investigação de Criminalidade Económica e Financeira do Departamento de Investigação Criminal da Direção Nacional da PSP.

Contou com a "permanente colaboração do IMT, concretamente da Direção de Serviços de Fiscalização".

"Os arguidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação", conclui a PSP.

[notícia atualizada às 20h20 - número de detidos sobe de 34 para 35]
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