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LNEC pede decisão rápida sobre novo aeroporto de Lisboa

21 jun, 2022 - 16:27 • Susana Madureira Martins , com redação

“Uma decisão para o país que não é tomada a tempo, às vezes, é pior do que uma decisão que pode ser corrigida a tempo”, afirma a presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

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A presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Laura Caldeira, defende que é preciso decidir rapidamente sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa.

Laura Caldeira, que foi ouvida no parlamento a pedido do PCP, fez o paralelo sobre este processo de escolha com a barragem do Alqueva, que foi polémico mas trouxe grandes vantagens.

A presidente do LNEC chega mesmo a defender que a decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa pode ser tomada já e, se for preciso corrigir algo, que isso seja feito com o processo em andamento.

“Nós concordamos que deve ser escolhida a melhor localização no tempo atual. Há um timing para tomar uma decisão. Recordo que o projeto do Alqueva foi altamente polémico, mas agora todos reconhecem os benefícios para o país, porque foi tomada a decisão. Às vezes, a falta de decisão é pior do que uma decisão que não esteja devidamente fundamentada. Que não é o caso [no novo aeroporto], porque penso que há elementos atuais que nos permitam tomar uma decisão.”

Para Laura Caldeira, “uma decisão para o país que não é tomada a tempo, às vezes, é pior do que uma decisão que pode ser corrigida a tempo”.

Nesta audição parlamentar, a presidente do LNEC alertou que a solução Montijo tem limites de expansão e a localização Alcochete leva vantagem nesse ponto.

“Relativamente ao concurso no Montijo e às limitações em termos de expansão, essa conclusão já vinha inclusivamente da altura em que fizemos a análise comparativa entre a Ota e Alcochete. Um dos fatores importantes para irmos para Alcochete foi que permitia a expansão em caso de haver aumento de tráfego aéreo o aeroporto poderia ser expandido. No Montijo teremos essa limitação e é um dos parâmetros críticos que tem que ser ponderado como os outros.”

Laura Caldeira refere, ainda, que a construção faseada do aeroporto ou de uma só vez é uma opção que deve ser tida em conta no processo de escolha, devido ao custo. Construir em duas fases fica bastante mais caro, avisa a presidente do LNEC, que dá o exemplo de Alcochete.

Laura Caldeira desvaloriza ainda o facto de o LNEC não ter sido envolvido no processo de concurso da Avaliação Ambiental Estratégica sobre o aeroporto no Montijo, defendendo que o Governo está sempre a tempo de chamar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil em qualquer fase.

A presidente do LNEC evitou sempre defender qualquer localização. Se a escolha recair em Alcochete os estudos que existem são antigos e precisam de ser atualizados. Em relação à pista do Montijo já há trabalho feito.

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