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Ajuda internacional será "muito importante" na época de incêndios, defende especialista

21 mai, 2022 - 00:32 • José Carlos Silva , João Malheiro

O coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra sublinha que persistem vários exemplos de risco no interior do país, como a IC8 e a nacional 236 - vias sem qualquer tipo de limpeza florestal.

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O coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, Xavier Viegas, considera que "será muito importante" ajuda internacional durante a época de incêndios.

À Renascença, o especialista diz que o apoio de parceiros internacionais será decisivo, principalmente se se verificar um cenário semelhante ao dos incêndios ocorridos em 2017.

"Nenhum país pode estar completamente preparado para as piores condições e o nosso país já teve que recorrer a essa ajuda. A União Europeia está preparada para a dar", aponta.

"É uma forma dos países partilharem custos e recursos. Alguns países de norte e centro de Europa podem enviar meios para os países do sul da Europa, como Portugal, para adquirirem experiência", realça, ainda.

No entanto, Xavier Viegas sublinha que houve melhorias significativas nos últimos cinco anos.

O especialista indica que houve melhorias acentuadas "na fase de combate e no aspeto da prevenção, sobretudo, na proteção das pessoas".

Mesmo assim, persistem vários exemplos de risco no interior do país, como a IC8 e a nacional 236 - vias sem qualquer tipo de limpeza florestal.

"Vejo que a vegetação que ardeu continua lá, por todo o lado. Tudo está convertido numa floresta de troços de madeira. Não é aceitável", critica.

Já o Presidente da Liga dos Bombeiros também admite necessidade de ajuda internacional caso ocorram incêndios como em 2017, em Pedrogão. António Nunes diz mesmo que, no caso de se verificarem fenómenos menos comuns, a ajuda internacional será mesmo fundamental.

António Nunes garante que os bombeiros portugueses estão preparados. Contudo, vão precisar de ajuda se as alterações climáticas originarem fenómenos menos comuns.

Preocupações que surgem já depois de o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, ter deixado o alerta: "Este é um ano de maior risco".

"Temos que ter todos muito cuidado, em ações que comportam riscos de incêndios", apela o governante, ouvido esta sexta-feira, pelos jornalistas.

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