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Especialista em segurança digital

Ataques informáticos. Sistemas hospitalares "apresentam muitas vulnerabilidades"

26 abr, 2022 - 22:48 • João Malheiro

Henrique João Domingos aponta que um dos grandes problemas dos sistemas de segurança digital públicos é "a falta de recursos humanos" e que o Estado tem dificuldades em atrair novos trabalhadores.

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O especialista em segurança digital Henrique João Domingos avisa que a cibersegurança dos sistemas hospitalares "apresenta muitas vulnerabilidades".

Esta terça-feira, o Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, foi alvo de um ataque informático e a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) também confirmou que foi alvo de uma tentativa de ataque informático.

Ouvido pela Renascença, Henrique João Domingos pede que os hospitais sejam encarados "como sistemas com uma criticidade que deve ser olhada com cuidado".

"Há vulnerabilidades que deviam ser melhor acauteladas, com uma operação mais cuidada. É preciso um reforço deste tipo de infraestruturas e de uma utilização mais acautelada", refere.

O professor na Nova School of Science aponta que um dos grandes problemas dos sistemas de segurança digital públicos é "a falta de recursos humanos".

O especialista explica que, hoje em dia, "é muito difícil uma instituição pública recrutar um aluno de engenharia ou de um curso de cibersegurança, porque não é competitivo":

"Os salários não são competitivos, as carreiras deixam dúvidas às pessoas. Os alunos preferem ir trabalhar para outras instituições ou, até mesmo, emigrar", realça.

"Não estamos a ser capazes de colocar os melhores recursos humanos nas instituições do Estado", acrescenta.

E como se deve então evitar este tipo de ataques? Henrique João Domingos indica que a palavra certa não é "evitar", mas sim "antecipar", porque haverá sempre tentativas de ataque e os sistemas terão sempre de se readaptar.

E é preciso também "um aumento muito significativo da educação dos próprios utilizadores e da sua sensibilidade para estes problemas".

"É preciso olhar para isto num plano mais permanente", reitera.

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