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Máscaras nas escolas continuam depois das férias. Diretores falam em "mordaça" incompreensível

12 abr, 2022 - 07:59 • Olímpia Mairos

Para a aquisição dos materiais, os orçamentos escolares vão ser reforçados em valor que será comunicado pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação.

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As máscaras vão continuar a ser utilizadas nas salas de aula no terceiro período. O Jornal Público avança que as escolas receberam uma orientação da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) para garantirem a disponibilização de equipamentos de proteção individual no terceiro período.

“É fundamental continuar a garantir condições para que o ano letivo 2021/2022 decorra num ambiente de segurança e confiança”, lê-se na orientação da DGEstE citada pelo diário.

Outra das recomendações prende-se com os aventais e as luvas que devem ser laváveis para assistentes operacionais, considerando a necessidade da sua utilização em tarefas específicas e não de forma permanente.

De acordo com a DGEstE, os orçamentos escolares vão ser reforçados em valor que será comunicado pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação.

Este dado foi confirmado à Renascença pelo presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que tem a expectativa que a medida seja apenas para um mês. “Não se percebe como é que nos bares e discotecas não se usa máscara – é tudo ao molho e fé em Deus – e nas escolas, que são lugares seguros, é obrigatório o uso de uma mordaça que é prejudicial ao processo de aprendizagem”.

Mas Filinto Lima diz que a expectativa é que seja por apenas mais um mês. “Porque a informação diz que temos de adquirir um kit de uma máscara, ao contrário dos períodos letivos passados que eram kits de três máscaras.”

Apesar de o Governo só tomar decisões sobre a mudança das regras a 18 de abril, quando termina a atual situação de alerta, Graça Freitas, em entrevista, na segunda-feira, à Renascença disse que ainda não chegou o tempo de abandonar a máscara nos espaços públicos fechados.

A diretora-geral da Saúde defendeu em entrevista à Renascença que há que "jogar com segurança e não perder nada do que já foi adquirido", por isso, considera ser "seguro esperar mais uns dias”.

Apesar de os indicadores estarem a descer, Graça Freitas lembrou que “a mortalidade ainda não atingiu aquele valor que impusemos - que é a mortalidade baixar de 20 óbitos por milhão de habitantes a 14 dias - o que trará outro pacote de medidas menos restritivas”.

A incidência de novos casos de Covid-19 em Portugal não era tão baixa desde o Natal: na semana entre o final de março e o início de abril foram confirmados 61.988 novos casos, menos 8.093 em relação à semana anterior.


[notícia atualizada às 10h20]

Comentários
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  • Maria
    12 abr, 2022 Palmela 09:39
    Que vergonha!

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