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Covid-19

DGS define linhas orientadoras para a "long covid "em crescimento" em Portugal

17 mar, 2022 - 21:16 • Lusa

Também conhecida como "long covid´, a condição pós-covid-19 é definida pelo espetro de sintomas que ocorrem em pessoas com infeção provável ou confirmada pelo coronavírus SARS-CoV-2, habitualmente três meses após o início da fase aguda da infeção e com pelo menos dois meses de duração.

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A Direção-Geral da Saúde publicou esta quinta-feira as linhas orientadoras de diagnóstico e abordagem clínica da "long covid´, que está em "em crescimento" em Portugal e que pode "interferir na qualidade de vida" das pessoas afetadas.

"O espetro de sintomas mais frequentes na condição pós-covid-19 inclui fadiga, dispneia (falta de ar), alterações do olfato e do paladar, depressão e ansiedade e disfunção cognitiva", adianta a norma assinada pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e dirigida aos profissionais de saúde.

Também conhecida como "long covid´, a condição pós-covid-19 é definida pelo espetro de sintomas que ocorrem em pessoas com infeção provável ou confirmada pelo coronavírus SARS-CoV-2, habitualmente três meses após o início da fase aguda da infeção e com pelo menos dois meses de duração.

"Os sintomas podem desenvolver-se durante ou após a infeção aguda por SARS-CoV-2, apresentam impacto na qualidade de vida da pessoa afetada e não são explicados por diagnóstico alternativo", refere a norma hoje publicada.

A "long covid´ tem repercussões funcionais potencialmente graves, que interferem com a qualidade de vida e capacidade laboral das pessoas afetadas, com óbvio impacto socioeconómico, adianta ainda a DGS, que considera que a "persistência dos sintomas além das quatro semanas tem vindo a ser pouco estudada nos cuidados de saúde primários, local de acompanhamento da maioria das infeções por SARS-CoV-2".

Segundo as regras agora publicadas, as equipas de ligação entre os cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares "devem otimizar a articulação entre os diferentes níveis de cuidados".

"A nível hospitalar, as instituições devem promover o trabalho multidisciplinar e multiespecializado, através de um circuito que permita uma adequada articulação com os cuidados de saúde primários, no âmbito da gestão da condição pós-covid-19 e numa ótica de continuidade de cuidados", refere a DGS.

O principal objetivo da abordagem prevista na norma à "long covid´ é o reconhecimento precoce de sintomas e sinais que possam indiciar "complicações graves e ameaçadoras da vida e a recuperação sintomática e funcional" da pessoa afetada.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que entre 10% a 20% das pessoas com covid-19 sofrem de sintomas após recuperarem da fase aguda da infeção, uma condição "imprevisível e debilitante" que afeta também a saúde mental.

"Embora os dados sejam escassos, estimativas recentes apontam que 10 a 20% das pessoas com covid-19 experimentam doença contínua durante semanas ou meses após a fase aguda da infeção", refere o Relatório Europeu da Saúde 2021 da OMS divulgado em 10 de março.

"A condição pós-covid-19 é imprevisível e debilitante e pode, posteriormente, levar a problemas de saúde mental, tais como ansiedade, depressão e sintomatologia pós-traumática", alerta o capítulo do relatório dedicado à pandemia.

De acordo com o documento da OMS Europa, o que influencia o desenvolvimento e gravidade do "long covid´ é, até agora, desconhecido, mas não parece estar correlacionado com a gravidade da infeção inicial por SARS-CoV-2 ou com a duração dos sintomas associados, sendo, porém, mais comum em pessoas que foram hospitalizadas.

"Espera-se que o número absoluto de casos aumente à medida que ocorrem novas ondas de infeção na região europeia e é necessária mais investigação e vigilância" a esta condição específica provocada pela covid-19, adianta ainda o documento.

A covid-19 provocou pelo menos 6.011.769 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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