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Alentejo. Parque de Ciência e Tecnologia quer atrair “nómadas digitais”

14 fev, 2022 - 15:07 • Rosário Silva

Vários estudos sugerem que Portugal é um dos países mais atrativos para nómadas digitais e teletrabalho. O Alentejo não quer ficar de fora e pretende destacar-se, neste âmbito, no panorama nacional.

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O Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT) lança, a partir desta segunda-feira, um novo programa com a finalidade de atrair nómadas digitais para a região.

Soumodip Sarkar, presidente executivo do PACT considera que “a presença de um ecossistema de nómadas digitais é enriquecedora para as regiões onde estes se vão instalando”, uma vez que “existe uma mobilização das economias regionais e nacionais”, mas também porque “se potencia o contacto entre diferentes culturas”.

“Como as Criptomoedas e os NFTs (ativos digitais) podem trazer nómadas digitais ao Alentejo?”, é o tema da primeira iniciativa, agendada já para quinta-feira, dia 17, no PACT.

“O que é o mercado de ativos digitais e qual tem sido a sua evolução? De que maneira este ecossistema impacta o movimento de nómadas digitais? Como podemos atrair estas pessoas para o Alentejo?”, são algumas das questões que vão estar em destaque nesta primeira sessão, de acordo com uma nota de imprensa enviada à Renascença.

Participam no encontro, Bogdan Danchuk, fundador da Remote Haven, o primeiro co-living de cinco estrelas lançado em 2021, na ilha da Madeira, Nadia Sergejuk, consultora na área de aconselhamento a startups, e o próprio Soumodip Sarkar.

Portugal é atualmente um dos países mais atrativos para nómadas digitais e teletrabalho, segundo referem alguns estudos.

Com base nestes dados, o presidente do PACT acredita que o Alentejo tem tudo para se “destacar no panorama nacional, à semelhança do que aconteceu na Madeira”, defendendo, por outro lado, a importância de “criar relações e ações que aproximem este público-alvo da região”.

Considerado líder do “Sistema Regional de Transferência de Tecnologia”, o PACT pretende posicionar o Alentejo como centro de inovação de referência global e esta é uma nova aposta que os promotores querem intensificar ao longo deste ano, em conjunto com as várias entidades e incubadoras.

Para o efeito, apresentam, desse já, várias vantagens para os nómadas digitais, como o acesso à Universidade de Évora, espaços de cowork, e programas de financiamento.

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