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Covid-19

Instituto do Sangue pede reforço de dádivas para manter reservas

28 jan, 2022 - 18:15 • Lusa

Os hospitais portugueses necessitam, todos os dias, entre 800 a 1.000 unidades de sangue e componentes sanguíneos. Os Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra vão estar abertos no sábado e no domingo entre as 8h00 e as 19h30.

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O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) reforçou esta sexta-feira o apelo feito há três dias aos dadores, considerando que permanece "a necessidade de manutenção das reservas em níveis estáveis".

Na terça-feira, o IPST fez um apelo para a dádiva de sangue referindo “uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Em comunicado divulgado hoje, o Instituto informa que para facilitar as dádivas os Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra estarão abertos no sábado e no domingo entre as 8h00 e as 19h30.

O IPST explica que “a evolução da pandemia, nomeadamente o elevado número de contágios das últimas semanas e respetivos isolamentos profiláticos, têm conduzido a uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Em simultâneo, destaca igualmente que “as habituais infeções respiratórias sazonais têm contribuído para uma redução do afluxo de pessoas candidatas à dádiva de sangue” e que “ambas as situações causam uma grande redução do número de dadores e o adiamento de sessões de colheita previamente calendarizadas”.

No próximo fim de semana, estarão abertos a dadores, entre as 8h00 e as 19h30, o Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, no Parque de Saúde de Lisboa, Av. do Brasil n.º 53; o Centro de Sangue e da Transplantação do Porto, na Rua do Bolama n.º 133, e o Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra, na Rua Escola Inês de Castro, em São Martinho do Bispo.

“Apesar de todo o reforço na promoção da dádiva de sangue, nomeadamente através de 'spots' de rádio e nas redes sociais, torna-se necessário mobilizar todos os que estejam em condições de fazer uma dádiva de sangue, nomeadamente os que nunca deram sangue e os que não efetuam uma dádiva há mais de um ano, contribuindo assim para a imprescindível estabilidade das reservas. É muito importante o reforço imediato das dádivas de sangue, pois só assim os doentes podem receber os tratamentos que necessitam”, apela o IPST.

Os hospitais portugueses necessitam entre 800 a 1.000 unidades de sangue e componentes sanguíneos todos os dias e nunca é demais relembrar que os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento (35 a 42 dias para os concentrados eritrocitários e cinco a sete dias para as plaquetas); os dadores de sangue, sendo homens, só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e, sendo mulheres, de quatro em quatro meses”, lembrou o IPST no apelo divulgado na terça-feira.

De acordo com o instituto, “à presente data (...) as reservas dos hospitais e no IPST situavam-se entre os 15 e 47 dias considerando a reserva de concentrados eritrocitários dos hospitais e entre os quatro e 37 dias em virtude da reserva de concentrados eritrocitários do IPST, sendo os grupos sanguíneos mais afetados, o “O positivo”, “O negativo”, “B negativo “, “A positivo” e o “A negativo”.

O instituto lembra que para ser dador de sangue basta ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos) e ter peso igual ou superior a 50 kg e que as pessoas candidatas à dádiva que tenham tido covid-19 devem aguardar 14 dias e as que fizeram a vacina de reforço devem aguardar sete dias, para se candidatarem novamente.

O IPST disponibiliza no site www.ipst.pt informações sobre a dádiva e em www.dador.pt informação sobre locais de recolha.

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