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Linhas vermelhas

Relatório apela a intensificação da vacinação de reforço perante agravamento da pandemia

07 jan, 2022 - 20:13 • Ricardo Vieira

A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações, referem os especialistas no relatório das linhas vermelhas.

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O relatório das linhas vermelhas, divulgado esta sexta-feira, alerta para o aumento do número de casos de Covid-19 entre os maiores de 65 anos e para o provável aumento de pressão sobre o sistema de saúde e na mortalidade. O documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) apela à "intensificação da dose de reforço" da vacina.

O documento refere que Portugal está a atravessar uma fase pandémica com “intensidade muito elevada e tendência crescente”. Portugal registou esta sexta-feira mais 17 mortes por Covid-19 e 38. 734 novos casos, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 2.777 casos, com tendência fortemente crescente a nível nacional e em todas as regiões.”

O INSA adverte que, nas pessoas com 65 ou mais anos, o número de novos casos de Covid-19 por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 952 infeções, “com tendência fortemente crescente a nível nacional”.


O índice de transmissibilidade R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,32) e em todas as regiões. A região Alentejo foi aquela em que se registou o valor mais elevado do R(t) (1,42).

O aumento de infeções provocado pela variante Ómicron, que já representa 92,5% dos novos casos, está a pressionar o sistema de saúde, os rastreios e a testagem.

“A capacidade de rastreamento de contactos de casos e de rapidez da notificação laboratorial revela sinais de pressão. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações.”

O número de casos de Covid-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente “revelou uma tendência crescente, correspondendo a 62% (na semana anterior foi de 59%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.”


De acordo com o relatório das linhas vermelhas, “dado o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante Omicron, é provável um aumento de pressão sobre o todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço”.

A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 12,8% (na semana passada foi de 6,8%), ultrapassando o limiar de 10,0%.

Nos últimos sete dias, 64% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação (na semana passada, o número foi de 81%) e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 40% dos casos.

O relatório do INSA e da DGS assinala que as pessoas com um esquema vacinal completo “tiveram um risco de internamento 2 a 6 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em outubro”.

As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte 3 a 5 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em novembro.

Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 quase para metade em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.

Evolução da Covid-19 em Portugal

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