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Sinos de Guimarães tocam para celebrar 20 anos do Centro Histórico classificado

13 dez, 2021 - 09:58 • Olímpia Mairos

Momento está agendado paras as 13h12 (alusão ao dia 13 de dezembro), evocando de forma simbólica a distinção atribuída pela UNESCO.

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Os sinos das igrejas do Centro Histórico de Guimarães vão tocar a rebate, esta segunda-feira, quando o relógio assinalar 13h12.

O momento simbólico quer assinalar a passagem dos 20 anos da elevação de Guimarães a Património Cultural da Humanidade.

Do programa de comemorações destaca-se ainda a inauguração de uma exposição fotográfica, às 16h30, designada “Património pela lente de Simão Freitas”, patente no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.

Às 17h30, o Largo da Oliveira e Paço dos Duques de Bragança vão ser iluminados.

Pelas 18h30, será apresentado o livro “OsmusikéCadernos3 – Guimarães Património Mundial nos 20 anos da efeméride”, com sessão no Paço dos Duques de Bragança.

À noite, pelas 21h30, terá lugar o concerto do vimaranense Manuel de Oliveira. O músico vai apresentar o novo álbum “Entre-Lugar”, no Centro Cultural Vila Flor.

A entrada é livre, mas devem ser levantados bilhetes disponíveis na Loja da Oficina (Rua da Rainha) durante a manhã e na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor, a partir das 18h00.

Guimarães, Património Mundial

O Comité do Património Mundial inscreveu o Centro Histórico de Guimarães na Lista de Bens Património Mundial no dia 13 de dezembro de 2001.

A classificação resultou, em grande medida, de um trabalho coordenado e motivado pelo município tendo em vista a "recuperação do centro histórico de Guimarães".

Iniciado na década de oitenta, em especial a partir de 1985, o trabalho realizado no centro da cidade de Guimarães permitiu, segundo a autarquia “valorizar os espaços públicos do centro histórico e sua envolvente, bem como a recuperação do património edificado, maioritariamente privado, que carateriza a cidade”, acrescentando que “neste processo foi mantida a população residente, como princípio, e foram criadas condições de atratividade para novos investimentos e novos residentes”.

Em comunicado, a autarquia dá conta das inúmeras iniciativas realizadas ao longo dos últimos anos, destacando a “candidatura ao Prémio Europa Nostra e, em 2014, a decisão de início do processo de candidatura da Zona de Couros à lista do património Mundial”.

Em 2016 o Estado português incluiu o Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros (extensão) na Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial.

Cinco anos depois, em 2021, a Câmara Municipal de Guimarães entregou à Comissão Nacional da Unesco a candidatura do "Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros" para inscrição na lista do Património Mundial.

“Em causa está a extensão da área inscrita, passando a abarcar a Zona de Couros e envolvente sul do Centro Histórico de Guimarães, áreas urbanas tradicionalmente associadas ao Trabalho que se desenvolveram com o restante burgo pese embora apenas se tenha reconhecido, em 2001, a área delimitada pela muralha medieval como área Património Mundial”, explica a autarquia, acrescentando que “em cumprimento das orientações da UNESCO, foi desenvolvido um Plano de Gestão para o Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros”.

“Como o nome explicita, o plano considera como áreas de atuação as áreas propostas, para além das áreas já classificadas no passado. Entre os passos relevantes nos procedimentos de classificação do Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros destaca-se o procedimento, em curso, de classificação como Bem de Interesse Nacional (Monumento Nacional)”, conclui a autarquia.

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