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Universidade do Minho afasta trabalhador após denúncia de assédio sexual

30 nov, 2021 - 10:20 • Olímpia Mairos

Vieram a público vários episódios de assédio e importunação sexual dentro do campus do estabelecimento de ensino. Reitoria reforçou segurança e comunicou casos às autoridades.

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Um funcionário da Residência Prof. Carlos Lloyd da Universidade do Minho, em Braga, foi afastado do cargo após acusações de assédio sexual.

Em comunicado, a Reitoria da Universidade do Minho indica que após ter tomado “conhecimento de uma acusação de assédio, numa residência universitária”, envolvendo um trabalhador da instituição, “foi já desencadeado um processo de inquérito, tendo sido determinada a retirada do trabalhador em causa do seu posto de trabalho”.

Nos últimos dias têm surgido nas redes sociais vários episódios de assédio e importunação sexual, dentro do campus da Universidade do Minho. Relatos que chegaram também à reitoria que faz saber que comunicou os incidentes às autoridades e que os mesmos se encontram sob investigação.

“A Universidade lamenta profundamente esta situação, que encara com toda a seriedade, e tudo fará para que ela não se repita”, pode ler-se no documento enviado à Renascença.

A academia acrescenta ainda que, entretanto, “foram tomadas medidas de reforço de segurança das pessoas e corte de vegetação no campus. Iniciaram-se também os procedimentos necessários ao reforço de iluminação”.

Também a Associação Académica da Universidade do Minho se mostra preocupada com os relatos que tem vindo a público e disponibiliza um questionário "online" para que as possíveis vítimas possam denunciar atos de assédio, de forma anónima.

Em comunicado, a associação assinala que “o bem estar da comunidade académica dentro e à volta dos campi é uma prioridade e sendo estas situações particularmente sensíveis, a união da comunidade no seu combate e articulação com as forças de segurança são fundamentais para a busca de uma solução da forma mais rápida e eficiente possível”.

“Pedimos que tod@s aquel@s que estão a passar por alguma situação pessoal ou tenham conhecimento de algum caso específico de assédio (ou outra questão ligada à segurança pessoal), nos campi ou na sua envolvente, preencham o seguinte formulário, na certeza que todas as respostas são anónimas”, lê-se no comunicado.

A associação académica diz-se preocupada e pretende “estar ao lado dos estudantes que representa”, insistindo no preenchimento do formulário, “para que estas informações possam ser passadas à Polícia de Segurança Pública”.

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