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Há surtos em duas prisões e 68 reclusos infetados com Covid-19

30 nov, 2021 - 11:55 • Lusa

A taxa de cobertura vacinal dos trabalhadores é 87,96%, a dos reclusos é de 92,42% e a dos jovens internados em Centros Educativos é de 88,42%.

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A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) divulgou a situação sobre a Covid-19 que se vive nas prisões. Nesta altura, há surtos em dois estabelecimentos: Além dos 31 casos identificados no Estabelecimento Prisional de Alcoentre foi detetado, na noite de segunda-feira, um outro em Coimbra.

Segundo a DGRSP, no total existem 68 reclusos infetados.

No Estabelecimento Prisional de Coimbra há 24 casos de reclusos positivos, que estão “isolados em espaços celulares” previstos no plano de contingência, “estando sob acompanhamento clínico permanente”, explica a DGRSP em comunicado.

Os casos foram detetados depois de dois reclusos terem apresentado, ainda na segunda-feira, sintomas compatíveis com a Covid-19, que levaram à testagem de todos.

A DGRSP sublinha que estes casos são residuais, uma vez que há menos de 100 infetados num universo de cerca de 20 mil trabalhadores, reclusos e jovens internados em Centros Educativos.

Entre os 11.455 reclusos há 68 com testes positivos: Além dos 55 casos registados em Coimbra e Alcoentre, existem outros 13 reclusos de outros estabelecimentos prisionais de todo o país, explicou à Lusa fonte do gabinete de comunicação.

Já entre os trabalhadores da DGRSP existem neste momento 21 casos ativos.

Nos estabelecimentos prisionais de Coimbra e Alcoentre, estão temporariamente suspensas as atividades de formação escolar e profissional e de trabalho, bem como as visitas, com exceção das dos advogados.

“Os reclusos, a quem são diariamente entregues máscaras, mantêm, naturalmente, o direito legalmente consagrado a recreio a céu aberto e a telefonar. Aos reclusos positivos, genericamente assintomáticos ou com sintomas leves, é assegurada vigilância clínica 24 horas por dia”, acrescenta aquele organismo no comunicado.

A DGRSP salienta que não se registou até ao momento qualquer óbito entre internados e trabalhadores, num ambiente em que a taxa de cobertura vacinal dos trabalhadores é 87,96%, a dos reclusos é de 92,42% e a dos jovens internados em Centros Educativos é de 88,42%.

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