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Notícia Renascença

Touradas. PAN negociou levantamento de financiamentos e fim de corridas em praças amovíveis

24 nov, 2021 - 06:48 • Fábio Monteiro

Não tivesse o Orçamento do Estado para 2022 sido chumbado, havia já mais duas medidas negociadas com o Governo no sentido da interdição da tauromaquia, revela Inês Sousa Real, deputada e presidente do PAN.

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Em 2021, a tauromaquia em Portugal sofreu dois golpes: primeiro, o fim da transmissão de corridas na RTP, e há cerca de um mês, a interdição na entrada de jovens menores de 16 anos não-acompanhados nos espetáculos. E não tivesse o Orçamento do Estado para 2022 sido chumbado, haveria outros dois passos a dar no sentido da interdição na próxima sessão legislativa, revela Inês Sousa Real, deputada e presidente do PAN.

Pelo caminho (ou para a próxima legislatura) ficou um levantamento de todos os financiamentos públicos à tauromaquia, "para de alguma forma podermos depois perceber de onde estão a provir com vista à sua eliminação", assim como o fim das corridas de touros em praças amovíveis.

“Tendo em conta que não há uma capacidade de cumprimento do regulamento do espetáculo tauromáquico, entendemos que elas já não devem existir e que a atividade deve ser limitada às praças fixas, enquanto não é abolida", explica a deputada do PAN.

Em declarações à Renascença, Inês Sousa Real queixa-se ainda de outro problema relacionado com menores e tauromaquia: a 18 de setembro, houve uma corrida de touros na Azambuja na qual “menores de 16 participaram diretamente no espetáculo”, o que é proibido por lei; agora, o PAN irá fazer queixa. “Há aqui uma fiscalização que cabe ao Estado cumprir, mas não está a ser feito.”

Segundo Inês Sousa Real, o Governo “não pode ignorar” que o inspetor-geral das Atividades Culturais, Luís Silveira Botelho, “atropela a própria legislação”, “incentiva ao incumprimento da legislação, e permite que se realizem espetáculos ilegais sem sequer promover a sua fiscalização ou sem promover depois os processos por contraordenação”.

Luís Botelho “há muito que já devia ter sido demitido do seu cargo, porque claramente não cumpre os seus deveres de idoneidade e equidistância, para os quais está nomeado naquelas funções”, atira.

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