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Vacinação Covid

Especialista de saúde pública diz que falta “mobilização de recursos”

15 nov, 2021 - 15:46

Numa altura em que os números de infetados continuam a disparar, o antigo presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública Ricardo Mexia faz o diagnóstico reconhece que “as lideranças são importantes”, mas lembra que “as pessoas da liderança não vacinam pessoas”.

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O médico de saúde pública Ricardo Mexia considera que os atrasos no ritmo de vacinação da terceira dose se devem à falta de meios.

Numa altura em que os números de infetados continuam a disparar, o antigo presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública faz o diagnóstico e pede uma maior mobilização de recursos.

“Temos que reconhecer é que os meios que estavam alocados á task-force não são os mesmos que estão neste momento alocados. Se queremos que o ritmo acelere, a mobilização dos recursos tem de ter a mesma magnitude que teve no passado, é isso que está em causa”, diz.

Sem mencionar diretamente o vice-almirante Gouveia e Melo, Mexia reconhece que “as lideranças são importantes”, mas lembra que “as pessoas da liderança não vacinam pessoas”.

“Se não há pessoas no terreno em volume suficiente para implementar esse plano de forma mais generalizada e, por outro lado, do ponto de vista da comunicação, se não estamos a levar as pessoas aos centros de vacinação, é evidente que o resultado não pode ser aquele que desejamos”, argumenta.

Ricardo Mexia falava em declarações em Lisboa, à margem de uma conferência sobre o pós-pandemia. O recém-eleito presidente da junta de freguesia do Lumiar considera ainda que se aprendeu pouco com a pandemia e lamenta que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não tenha verbas alocadas à saúde.

“Olhamos para os orçamentos, olhamos para o Plano de Recuperação e Resiliência e não vemos lá reforço de verbas para a saúde pública. Falamos de uma reforma da saúde pública há 10 anos, até hoje, nada se materializou”, critica.

Mexia diz que até essa materialização ser feita “é difícil perceber o que é que aprendemos”.

“Espero que não estejamos a cometer os mesmos erros do passado, espero que este inverno não os cometamos novamente”, remata.

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