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Congresso da AHP

ANA não tem "plano B" se Governo não quiser novo aeroporto no Montijo

11 nov, 2021 - 17:30 • Ana Carrilho

Presidente da Aeroportos de Portugal afirma que está disponível para falar o mais rapidamente com o novo (governo) interlocutor que sair das eleições de 30 de janeiro de 2022.

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Lisboa precisa de um novo aeroporto. É a ideia reafirmada há muito por todos os operadores do sector do turismo e reafirmada esta quinta-feira, no 32º Congresso da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre até sexta-feira, em Albufeira, no Algarve, sob o lema “O Turismo tem futuro”.

A maior parte defende a solução Montijo mas os estudos de impacto ambiental travaram o processo. Mas é a única solução que a ANA – Aeroportos de Portugal – tem em cima da mesa, admitiu, esta quinta-feira, o presidente da empresa, durante o debate sobre “a importância da acessibilidade aérea na recuperação do turismo em Portugal”.

“A decisão fica nas mãos do próximo governo", disse o presidente da ANA, Thierry Ligonnière, sublinhando que há urgência nessa decisão, apelando até a um consenso nacional. “Temos de estar unidos e dizer que temos de avançar o mais rapidamente possível. Não ponham em causa a solução que já tinha sido aprovada por três governos diferentes. O momento de debate já passou, temos que passar para a fase de implementação, o país precisa muito desta capacidade”.

Thierry Ligoninnière afirma que está disponível para falar o mais rapidamente com o novo (governo) interlocutor que sair das eleições de 30 de janeiro de 2022.

Questionado sobre a eventualidade da solução Montijo ser rejeitada, o presidente da ANA admitiu que não há um Plano B. Se tal acontecer, a nova infraestrutura levará mais tempo a ficar concluída e será mais cara.

“Quando já há um projeto para um aeroporto, como temos para o Montijo, demora quatro anos a ser construído. Temos o projeto e o compromisso com os empreiteiros com o orçamento para a construção.

Qualquer outra solução vai demorar muito mais tempo. Só para o estudo e impacto ambiental são dois anos. É mais dinheiro para o país, para a indústria, para nós e para as companhias aéreas. É muito dinheiro, é imenso dinheiro. Não são centenas de milhões de euros, mas sim biliões”.

Enquanto não há um novo aeroporto e dado que a capacidade da Portela está praticamente esgotada ( e cada vez mais á medida que se regista a retoma da atividade turística e aumenta m as deslocações), o diretor da Easyjet para Portugal defendeu que se deveria usar a Base Aérea de Figo Maduro.

Para José Lopes seria possível ter ganhos imediatos de capacidade para a Portela. “Não podemos ter mais (quase) mais bases militares do que aviões à volta de Lisboa. Não podemos pôr em causa uma prioridade nacional, que é o turismo, para ter bases militares em locais onde não fazem falta”. E sugeriu sensibilizar o Presidente da República, que amanhã encerra o Congresso, para esta situação.

O presidente da ANA admite que a possibilidade de aumentar a capacidade da Portela através do espaço agora destinado à base militar.

Thierry Liponnière diz que essa possibilidade depende das negociações com a Força Área que, obviamente, precisa de outro local para se instalar. Além disso, acrescenta o presidente da ANA, a adaptação custa 50 milhões de euros.

No debate participou também a presidente da TAP, Christine Ourmières, que garantiu que a transportadora aérea nacional se irá adaptar à solução que for encontrada para o novo aeroporto.

Recorde-se que ainda na última quarta-feira o presidente da AHP, Raúl Martins, considerou que será possível ter um novo aeroporto em Lisboa até 2025.

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