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João Rendeiro vendeu obras de arte que estavam arrestadas pela justiça. Lucrou 229 mil euros

28 out, 2021 - 22:49 • Redação

As três obras de arte, que tinham sido arrestadas pela justiça em 2010, foram vendidas pela leiloeira Christie’s entre março e outubro de 2021. Mulher do ex-banqueiro tinha sido nomeada fiel depositária das obras.

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Três das 124 obras de arte de João Rendeiro, que estavam arrestadas pela Justiça, foram vendidas pela leiloeira Christie’s entre março e outubro de 2021, avança o jornal Expresso.

Os três quadros do artista norte-americano Frank Stella terão rendido ao arguido 229 mil euros. Uma delas foi vendida no dia em que o banqueiro foi condenado a 10 anos de prisão, outra quando já estava em fuga, há cerca de um mês.

Quando foi arrestada, em novembro de 2010, a coleção ficou onde estava, na casa dos Rendeiro, e Maria de Jesus, mulher do ex-banqueiro foi nomeada fiel depositária das obras. Ou seja, é responsável por tudo o que lhes aconteça.

Quando, depois da fuga de Rendeiro, o tribunal ordenou uma nova busca para verificar o estado das obras, a PJ deu pela falta de 15 e detetou indícios de falsificação em três. Maria de Jesus Rendeiro só encontrou sete das obras desaparecidas.

Segundo o Expresso, este ano, entre março e outubro, os Stella foram vendidos pela Christie’s, a compradores que não estão identificados no site da leiloeira.

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  • Bruno
    29 out, 2021 aqui 07:22
    Tenho três galinhas que não quero que sejam atacadas e comidas pela raposa. Solução: coloco-as dentro do canil....
  • José J C Cruz Pinto
    29 out, 2021 ILHAVO 05:59
    Teria sido muito mais simples e seguro arrestar todo o património do ladrão e da esposa, incluindo a casa e propriedade onde residiam, obrigando-os a alugar casa para viver e atribuindo-se-lhes 2 x ordenado mínimo (salvo imposição judicial de prisão preventiva, que bem necessária já se provou ter sido), até à completa resolução do(s) caso(s) pela justiça.E, entretanto, também se podia averiguar das razões e responsabilidades de, salvo erro, tanto "louvor público" passado. [E condecorações, não?]

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