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Madeira

Rede Anti-Pobreza identificou 2.000 famílias com carências habitacionais no Funchal

15 set, 2021 - 19:05 • Lusa

Rede Europeia Anti-Pobreza alerta que os custos com a habitação no Funchal são “muito elevados”, tanto na aquisição como no arrendamento, o que “dificulta grandemente” o acesso dos públicos mais vulneráveis.

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A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) sinalizou 2.000 famílias no Funchal com carências habitacionais, indicou esta quarta-feira o presidente da Câmara Municipal, Miguel Silva Gouveia, realçando a existência de “vários níveis de vulnerabilidade”.

“Temos pessoas que têm uma situação socioeconómica bem estabelecida, no entanto, os valores que atualmente se praticam no mercado de arrendamento acabam por ser um obstáculo intransponível”, explicou, adiantando haver também famílias que necessitam de habitação social.

Miguel Silva Gouveia falava na apresentação do Diagnóstico Social do Funchal, elaborado pela Rede Europeia Anti-Pobreza, que aponta para a necessidade de intervenção urgente ao nível da habitação, das pessoas em situação de sem-abrigo e da qualificação e emprego, sublinhando ainda a importância da cooperação interinstitucional.

A EAPN destaca que os custos com a habitação no Funchal são “muito elevados”, tanto na aquisição como no arrendamento, o que “dificulta grandemente” o acesso dos públicos mais vulneráveis.

“Em termos de habitação, estamos a falar num universo de 2.000 famílias, sendo que algumas – cerca de 200 – estão na condição de uma necessidade efetiva de habitação social”, afirmou Miguel Silva Gouveia.

O autarca, da coligação Confiança (PS/BE/MPT/PDR e Nós, Cidadãos!), referiu que o executivo camarário definiu uma Estratégia Local de Habitação, financiada pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), destinada a apoiar as famílias mais vulneráveis e, por outro lado, procura estimular a colocação de mais casas no mercado.

“É necessário procurar que sejam colocadas no mercado mais habitações porque temos no Funchal muitas habitações devolutas por opção do proprietário e há que estimular os proprietários a colocar esses prédios no mercado de arrendamento”, disse, reforçando: “É necessário que mais habitações entrem no mercado de arrendamento para poder baixar os preços”.

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