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Saúde

Formação de médicos de família. "Não retiro nada do que disse", garante ministro

09 set, 2021 - 19:53 • Sandra Afonso , André Rodrigues

Manuel Heitor garante que as suas declarações ao Diário de Notícias foram deturpadas e assegura que, em momento algum, defendeu que a formação dos médicos de família não necessita de ter a mesma duração que outras especialidades.

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O ministro da Ciência e do Ensino Superior alega ter sido mal interpretado numa entrevista concedida ao Diário de Notícias, onde aludiu a um cenário de facilitação da formação dos médicos de família.

Esta quinta-feira, à margem da inauguração do Centro de Simulação Médica do Hospital da Luz, em Lisboa, Manuel Heitor diz que as suas declarações foram deturpadas e que nada tem a corrigir.

“Não retiro nada do que disse e não reagi, porque alteraram as minhas palavras”, assegura o ministro.

Clarificando o que quis dizer na entrevista ao DN, Manuel Heitor refere que “é preciso alargar a formação de médicos de Portugal para o mundo mas, também, valorizar todas as áreas”.

Questionado, mais do que uma vez, sobre se, em algum momento, defendeu que a formação dos médicos de família não necessita de ter a mesma duração que outras especialidades, o governante assegura que “foi totalmente alterado o contexto do que eu disse. Não foi isso que eu disse. O que eu disse é que têm de estar todos valorizados e se há poucos médicos de família é preciso ter mais e valorizar os médicos de família”.

Certo é que a entrevista de Manuel Heitor gerou um coro de críticas e o Fórum Médico exigiu ao ministro um pedido de desculpas, considerando “totalmente inaceitável e desrespeitosa a forma como desvalorizou a formação e a qualidade dos médicos especialistas em medicina geral e familiar e lamenta que seja um governante sem competência nesta matéria a equacionar um recuo na organização do SNS para padrões existentes antes da democracia"

Manuel Heitor garante que não pede desculpa, nem retira uma palavra do que disse.

“Quem tem de pedir de desculpas é quem alterou a minha afirmação”, rematou.

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  • Bruno
    09 set, 2021 aqui 21:13
    O senhor Ministro acha que Portugal deve "criar médicos para o mundo" e estou a citar. Portanto, um país pobre e com poucos recursos vai investir na formação de médicos que depois outros países vão contratar sem terem gasto um cêntimo na sua formação. Bravo.

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