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Covid-19

Problemas com auto-agendamento? “Não há vacinas ilimitadas”, admite Gouveia e Melo

20 jul, 2021 - 20:34 • André Rodrigues

Coordenador do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 considera que as filas nos centros de vacinação não são significativas, "face à dimensão do processo". E reafirma a promessa de que "no fim de setembro teremos praticamente toda a população vacinada".

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O coordenador da "task force" de vacinação contra a Covid-19 justifica a inexistência de vagas para auto-agendamento em alguns concelhos com o facto de as vacinas não serem “ilimitadas”.

Respondendo às perguntas dos jornalistas, em Vila Real, onde foi homenageado pelo trabalho que tem feito desde fevereiro à frente do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, o vice-almirante Gouveia e Melo reconheceu que “as vacinas que existem são postas nos centros de vacinação (CVC) para que os portugueses possam ser vacinados. As pessoas que chegaram primeiro ao auto-agendamento estão à espera de serem vacinadas. Depois dessas pessoas serem vacinadas, abrirão outras vagas para outras pessoas serem vacinadas".

“Se houvesse vacinas ilimitadas e capacidade para vacinar 10 milhões de pessoas num dia, essas pessoas seriam agendadas no dia seguinte", acrescentou o coordenador da ‘task force’.

Nesta altura, há 90 mil portugueses em lista de espera para serem chamados para a vacinação e há distritos onde não há vaga para os mais jovens.

Questionado, em particular, sobre a situação no distrito do Porto, onde não é possível auto-agendar vacina em nenhum concelho, Gouveia e Melo lembra que “o país tem concelhos diferentes com capacidades diferentes”, mas assegura que “as vacinas estão a ser distribuídas em território nacional de forma proporcional e nós temos uma percentagem de vacinação muito igual em todo o território nacional".

Filas nos CVC? “Somos uns insatisfeitos”

O vice-almirante defende, por outro lado, que o processo de imunização da população tem, até agora, “corrido de forma muito boa, ou muito razoável”.

Tendo em conta a dimensão e a complexidade logística associadas, Gouveia e Melo desvaloriza as filas que, a espaços, se registaram em alguns CVC: “é um número de filas que não é significativo face à dimensão do processo".

No entanto, diz o militar, “estamos sempre a tentar melhorar os processos em que estamos envolvidos, somos uns insatisfeitos por natureza”.

"Casa aberta" com sistemas de senhas

O responsável reconheceu, ainda, que a task force pretende "melhorar os processos em que estamos envolvidos" e que está a ser preparado um novo modelo 'Casa Aberta' "mais ordenado através da captura de umas senhas que vão ser disponibilizadas ao público, neste caso para toda a gente elegível" para esta modalidade.

Nesta fase, a 'Casa Aberta' não cobre todos os intervalos etários elegíveis, dado que, nesta altura, só está a ser administrada a vacina da Janssen, que, apesar de recomendada para todos os homens a partir dos 18 anos, só pode ser administrada a mulheres com mais de 50 anos.

Gouveia e Melo reconhece essa limitação "que espero que todos os portugueses percebam que temos: só podemos vacinar com as vacinas que estão em Portugal. E neste momento as vacinas que temos para o processo 'casa aberta' são vacinas Janssen com as limitações que esta vacina tem, mas estamos a vacinar tudo o que podemos com as vacinas que temos disponíveis em Portugal".

População toda vacinada no final do verão

O coordenador da 'task force' voltou, ainda, a reafirmar que as metas da vacinação são para cumprir dentro dos prazos que já estavam estabelecidos.

Entre 8 e 15 de agosto, "70% da população" já terá a primeira dose administrada. "Nessa altura teremos 50 a 55% com a segunda dose".

"Em meados de setembro, já atingiremos 85% com a primeira dose e cerca de 70% com a segunda dose. No fim de setembro teremos praticamente toda a população vacinada.", detalhou Gouveia e Melo.

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