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Protesto

Técnicos de emergência pré-hospitalar em greve parcial dia 16

06 jul, 2021 - 09:30 • Lusa

Vão ser assegurados os serviços mínimos.

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Os técnicos de emergência pré-hospitalar vão estar em greve por duas horas no próximo dia 16, exigindo a revisão da carreira e melhores condições de trabalho, prevendo igualmente uma concentração frente à delegação do Norte do INEM.

Segundo o pré-aviso, a greve - prevista para entre as 12h00 e as 14h00 - abrange todos os técnicos integrados na carreira de técnico de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e serão assegurados serviços mínimos.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, explicou que a paralisação, que tem a adesão do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, ocorre por falta de resposta às reivindicações, mesmo depois da reunião com o INEM e a tutela.

"Apesar da boa vontade do secretário de Estado [Adjunto e da Saúde] e uma vez que estas reivindicações se arrastam há alguns anos e que os compromissos assumidos não transitaram em resultados concretos, continuaremos esta nossa ação reivindicativa, desta vez em conjunto com Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte", explicou.

O presidente do STEPH sublinhou igualmente as principais reivindicações destes técnicos: "a revisão da carreira de técnico de emergência pré-hospitalar, que tanto tem contribuído para a elevada taxa de abandono, a revisão das condições de trabalho e o término imediato das perseguições, assédio e coação que muitos trabalhadores têm sofrido, com a agravante de ser num contexto pandémico, quando já temos uma pressão enorme no nosso dia a dia".

"As centenas de TEPH que a tutela tem permitido contratar ao INEM, não colmatam sequer as saídas, muito menos permitem o alargamento de meios de emergência médica", frisa. Segundo o sindicato, este abandono, nos últimos cinco anos, "ultrapassou os 300 TEPH, o que corresponde a mais de 30%".

Defende igualmente que o reconhecimento da carreira como uma profissão de risco e desgaste rápido "é justo e imprescindível" tendo em conta a inerência das funções destes técnicos e "a exposição diária ao risco físico e biológico".

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