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Greve nos TST com quase 90% de adesão nos serviços de transporte

09 jun, 2021 - 12:49 • Lusa

Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, marcaram dois dias de greve para hoje e sexta-feira para exigir uma atualização salarial.

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A greve dos trabalhadores dos TST - Transportes Sul do Tejo registava até às 9h00 desta quarta-feira uma adesão de 89,6% nos serviços de transporte e de 70,4% no total dos trabalhadores, segundo fonte oficial da empresa.

Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, marcaram dois dias de greve para hoje e sexta-feira para exigir uma atualização salarial.

Ainda antes de a empresa ter fornecido dados à Lusa, João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), disse, cerca das 7h30, que a adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores, com início às 3h00 de hoje, estava entre os 90% e os 95%.

"A adesão é grande. a maioria dos motoristas aderiu à greve. Os autocarros que estão a circular são de serviços de aluguer e transporte escolar", disse.

O sindicalista recordou que em 20 de maio os trabalhadores tinham dado 15 dias à empresa para responder à exigência de atualização salarial e, como não obtiveram resposta, decidiram avançar para paralisação.

"Os trabalhadores tinham suspendido qualquer reivindicação devido à pandemia de covid-19 até 20 de maio, dia em que fizeram um plenário e decidiram apresentar uma proposta à empresa de atualização salarial de 50 euros para o salário dos motoristas. Demos 15 dias à empresa para responder ou entregar uma contraproposta, mas até ao momento isso não aconteceu", contou.

João Saúde explicou que os trabalhadores exigem a atualização dos seus vencimentos porque entendem que "não podem estar a ganhar o salário mínimo nacional", sublinhando que a profissão de motorista é uma profissão de grande responsabilidade e sujeita a um enorme esforço em termos de horários.

Além da atualização salarial, os trabalhadores reivindicam a criação de um acordo de empresa e resolução da situação de créditos vencidos.

"Esta empresa sempre mostrou vontade de criar um acordo de empresa e não subscrever ou encaminhar-se para um contrato coletivo de trabalho do setor privado de passageiros. Em cima da mesa esteve também a situação dos créditos vencidos pelos trabalhadores, de pagamentos ao trabalho extraordinário que ao longo dos anos não foram sendo feitos", sublinhou.

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, e efetuando serviços de transporte de passageiros, através de carreiras urbanas, suburbanas e rápidas.

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