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Primeira sala de aprendizagem ativa nasce na Universidade do Minho

27 mai, 2021 - 14:37 • Olímpia Mairos

Tecnologia coloca o estudante como elemento central do processo de aprendizagem. O objetivo é dotar os alunos de competências para o futuro, como o raciocínio crítico e a capacidade de responder a questões relevantes do mundo contemporâneo.

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A Universidade do Minho (UMinho) vai inaugurar na sexta-feira, dia 28 de maio, uma sala com tecnologia inovadora para a aprendizagem ativa dos estudantes.

O novo espaço assume-se como flexível e potenciador do trabalho em equipa e privilegia a aprendizagem pela descoberta, conferindo ao estudante um papel central nas atividades letivas.

De acordo com o pró-reitor da UMinho para os Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica, Manuel João Costa, “trata-se de um modelo que preconiza uma relação dos estudantes com os conteúdos diferente do que é convencional”.

“Esta sala privilegia o trabalho de competências importantes para a vida ativa dos estudantes”, complementa o responsável, realçando que “o ensino está em mutação e a UMinho está à procura, na sua estrutura de formação, de modelos de aprendizagem inovadores e que dotem os estudantes com competências para o futuro”.

Na sala de aprendizagem ativa os estudantes vão encontrar novas possibilidades de utilizar os seus dispositivos digitais, como smartphones, tablets e portáteis, nas atividades letivas.

Segundo a academia, terão à sua disposição uma tecnologia usada pela” primeira vez em Portugal que permite, em permanência, a partilha de qualquer dispositivo digital nos seis écrans disponíveis”.

“O uso dos dipositivos pessoais dos estudantes aproxima o trabalho em sala de aula das vivências no mundo real, permitindo aos estudantes a descoberta, de uma forma mais ativa, de soluções aos problemas e situações colocadas pelos docentes”, assinala a UMinho.

A disposição espacial e a utilização de componentes tecnológicas inovadoras irão otimizar o processo de aprendizagem que tem como objetivo “dotar os estudantes de competências para o futuro, como o raciocínio crítico e a capacidade de responder a questões relevantes do mundo contemporâneo”.

O novo espaço é desenhado na linha dos “Active Learning Centers”, desenvolvidos em algumas universidades europeias e americanas. E está dotado com mesas redondas para potenciar o trabalho em equipa, apoiadas por um monitor onde vários estudantes podem, instantaneamente, partilhar conteúdos digitais.

A sala de aprendizagem ativa situa-se no campus de Gualtar, em Braga, e foi financiada pela família de André Carvalho, estudante falecido na última década e que, assim, é homenageado.

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