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Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso pede vacinas para todos

22 mai, 2021 - 12:36 • Redação

APAR pretende que todos os reclusos sejam vacinados ao mesmo tempo e não apenas os idosos e portadores de doenças graves.

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A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) acusa o Governo de discriminar a população prisional, no que diz respeito às vacinas Covid-19.

Em causa está o facto de a vacinação começar nas prisões a partir de 31 de maio mas, numa primeira fase, apenas para os reclusos idosos e portadores de doenças graves. Isto numa altura em que, "cá fora", começarão, na mesma altura, a ser vacinadas pessoas noutras faixas etárias consideradas mais jovens.

A associação recorda que os reclusos estão, desde março de 2020, "impedidos das visitas estipuladas por lei", tendo apenas a possibilidade de estarem com familiares "meia hora por semana", sem contacto físico e separados por placas de acrílico, "uma absoluta tortura", refere a APAR.

"O regresso à normalidade pode ser conseguido, mais rapidamente, se a comunidade reclusa for vacinada", é dito, numa comunicação enviada a várias entidades e partilhada na página de Facebook da associação.

Nesse sentido, a APAR apela a que a vacinação nas cadeias seja feita de forma massiva e não por fases, lembrando que está em causa uma população prisional de 12 mil reclusos, quando o país está a conseguir vacinar diariamente 120 mil pessoas.

"Nada poderá justificar que, numa altura em que se informa que se vai proceder à vacinação dos maiores de trinta anos, se comece, nas prisões, por vacinarem somente idosos ou portadores de doenças graves. Nem será compreensível que as equipas se tenham de deslocar várias vezes a cada prisão. Deixamos esta sugestão, a quem de direito, na convicção de ser correta e absolutamente exequível", finaliza.

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