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Corrupção

Presidente da Transparência e Integridade quer medidas anticorrupção aplicadas a Governo e partidos

29 abr, 2021 - 17:19 • Pedro Mesquita , com redação

Em entrevista à Renascença, Susana Coroado elogiou as medidas anunciadas pela ministra da Justiça mas deixa muitas críticas

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A presidente da Transparência e Integridade, Susana Coroado, a secção portuguesa da organização não-governamental anticorrupção Transparency International, considera que seria interessante que as medidas apresentadas esta quinta-feira pelo Governo para combater a corrupção fossem aplicadas também aos partidos políticos.

Apesar de elogiar as medidas anunciadas pela ministra da Justiça, Susana Coroado sugere ao Governo que tente melhorar o seu próprio código de conduta, e a sua aplicação, até para dar o exemplo.

"Os códigos de conduta só por si são interessantes, mas não valem muito sem monitorização do seu cumprimento, sem sanções e sem muitas vezes formação", disse, sobre o anúncio da medida. "De resto, nós vimos o código de conduta do Governo que não foi minimamente eficaz, portanto era interessante que o Governo olhasse para dentro e tentasse melhorar o seu próprio código de conduta e a sua aplicação de forma a dar o exemplo de liderança nesta matéria", apontou Susana Coroado, à Renascença.

A presidente da Transparência e Integridade criticou também o Governo por não abordar tanto quanto gostaria a corrupção política nas novas medidas de prevenção.

"Se a administração pública e as empresas vão ter as obrigações, era muito interessante que estas medidas de plano de prevenção de riscos de corrupção, códigos de conduta e canais de denúncia fossem aplicadas também dentro dos partidos políticos. Aliás, esta estratégia ignora quase por completo a questão da corrupção política, foca-se sobretudo na pequena corrupção na administração pública", disse Susana Coroado.

Ainda assim assim, congratulou as medidas apresentadas por Francisca Van Dunem, por achar que clarificam áreas cinzentas no combate à corrupção.

"Vejo com bons olhos a clarificação destas dispensas ou de atenuações de pena, que de resto era algo que já estava mais ou menos presente lei mas que ainda não estava bem clarificado. Parece-me bem haver estes incentivos e sobretudo de haver esta clarificação das diferentes titulações e quais as garantias que aqueles que colaborem com a justiça possam vir a ter", afirmou.

Ainda assim, Susana Coroado mantém-se cética quanto à eficácia das medidas, referindo que "a administração pública já tem planos de prevenção da corrupção". "Eu penso que nunca houve uma avaliação muito aprofundada do cumprimento desses planos ou de que forma é que puderam ou não prevenir a corrupção", disse sobre os planos de prevenção.

Comentários
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  • José António
    29 abr, 2021 Leiria 19:16
    Se os politicos estivessem interessados em acabar coma corrupção em 1992 não tinham acabado coma Alta Autoridade Contra a Corrupção, se em outro País que não Portugal já tínhamos ficado sem Governos e sem os Deputados há décadas, é na A.R. que está a maior parte da Corrupção, não é por acaso que a A.R. é conhecida como a casa dos corruptos, são eles que fazem as leis mas sempre com pontos e virgulas para eles escaparem ás malhas da justiça.
  • Cidadao
    29 abr, 2021 Lisboa 18:06
    Quais medidas? Ninguém com 2 dedos de testa, chama "medidas anti-corrupção" ao festival de bufaria que o governo-PS está a maquinar...
  • João
    29 abr, 2021 Viseu 16:57
    Um Estado que não se regesse segundo a justiça, reduzir-se-ia a um bando de ladrões»: Agostinho de Hipona (354-430).

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