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"Há condições para iniciar o desconfinamento” a partir de 14 de março

26 fev, 2021 - 11:30 • Joana Gonçalves

Pedro Simões Coelho, coordenador do projeto COVID-19 Insights, defende que o ensino deverá começar por retomar nos níveis mais baixos e só depois avançar com a reabertura nos níveis superiores, "idealmente com 15 dias de espaçamento entre si".

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No final da primeira quinzena de Março estarão reunidos os três principais critérios de segurança para iniciar o desconfinamento em Portugal, indicam projeções do projeto COVID-19 Insights, uma iniciativa da COTEC Portugal e da NOVA Information Management School (NOVA IMS).

De acordo com os mesmos dados, a 14 de Março, o número de novos casos diários deverá aproximar-se de 140, enquanto o total de internados deverá rondar os 1.400. Já o número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) não deve superar os 240.

Os três principais critérios de segurança que devem guiar um desconfinamento são:

  • Incidência abaixo dos 366 casos diários, a que correspondem 50 casos acumulados, em 14 dias, por 100.000 habitantes;
  • Hospitalizações abaixo de 1.500, ou seja, 85% da capacidade instalada idealmente alocada a internamentos COVID;
  • Internamentos em UCI abaixo dos 242 casos - 85% da capacidade instalada idealmente alocada a internamentos COVID.

“Estes três critérios cumulativamente serão satisfeitos no dia 14 de março. Tudo indica que a partir do final da segunda semana de março há condições para iniciar o desconfinamento”, adianta à Renascença, Pedro Simões Coelho, Presidente do Conselho Científico da NOVA IMS.

Ainda assim, o coordenador do projecto alerta para a necessidade de um desconfinamento progressivo, que “deverá iniciar-se em atividades de menor risco, e avançar progressivamente para atividades de risco maior, mas deixando algum tempo de intervalo entre cada uma dessas sucessivas aberturas”.

A título de exemplo, Pedro Simões Coelho defende que o ensino deveria começar por retomar nos níveis mais baixos e só depois avançar com a reabertura nos níveis superiores, "idealmente com 15 dias de espaçamento entre si".

O presidente do Conselho Científico da NOVA IMS revela, também, que a partir de finais de janeiro a mobilidade caiu drasticamente e, apesar de não ter atingido os níveis do primeiro confinamento de março, aproxima-se desse valor.

Há, contudo, um aspeto que ficou "muito aquém daquilo que foi conseguido no ano passado". "Percebemos que existe muito mais presença física em locais de trabalho à data de hoje do que no primeiro confinamento", adianta Pedro Simões Coelho.

As projeções estimam, igualmente, que a taxa de reprodução (Rt) será já inferior a 0.7, podendo descer abaixo de 0.6 a partir do início de Março, o que indicia que a incidência continuará em fase descendente.

O atual estado de emergência vigora até às 23h59 de 1 de março, mas o Presidente da República propôs a renovação por mais 15 dias, estendendo-se até 16 de março.

Em Portugal, já morreram mais de 16 mil doentes com Covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 801 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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