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Covid-19

Pedro Simas: "Vamos ser um dos países do mundo que mais depressa conseguiu controlar a terceira vaga"

07 fev, 2021 - 19:05 • Lusa

Portugal está a ter uma redução abrupta no número de novos contágios, resultante do confinamento, que poderá colocar o país entre um dos melhores do mundo a controlar a terceira vaga da pandemia, segundo o virologista Pedro Simas.

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O virologista Pedro Simas disse este domingo que Portugal está a ter uma redução abrupta no número de novos contágios, resultante do confinamento, que poderá colocar o país entre um dos melhores do mundo a controlar a terceira vaga da pandemia.

"Fomos dos melhores do mundo no primeiro confinamento, os piores na origem da terceira vaga e vamos ser um dos países do mundo que mais depressa conseguiu controlar a terceira vaga porque de facto houve uma adesão fantástica ao confinamento e o resultado está à vista", disse em declarações à agência Lusa.

Os vírus, adiantou, transmitem-se por gotículas e se forem inibidos os movimentos com confinamentos, uso de máscaras e distanciamento social, as cadeias de transmissão são interrompidas abruptamente.

"Isto era perfeitamente previsível e dependia do bom comportamento e adesão ao confinamento total e o que eu vejo é que houve uma adesão fantástica e o resultado está a vista porque a biologia é factual. Se não houver contactos e as pessoas aderirem às regras os vírus não se conseguem transmitir. Está nas nossas mãos. É por isso que a curva de decréscimo é tão abrupta", frisou o virologista do Instituto Molecular da Universidade de Lisboa .

Pedro Simas referiu que de 28 de janeiro a 06 de fevereiro Portugal passou de uma média de 12.890 casos para 7.270 casos.

"É fantástico. Está a ser tão bem executado que já se nota ao fim de duas semanas um decréscimo significativo no número de mortes. A 31 de janeiro tínhamos em média 288 mortes nos últimos sete dias e agora temos 253. Há aqui também aqui uma tendência e isto significa que temos bons serviços de saúde e apesar das dificuldades o Serviço Nacional de Saúde está a ter um bom desempenho. Só temos motivos para estar orgulhosos", disse.

O encerramento das escolas foi para Pedro Simas determinante para esta inflexão da curva de crescimento.

"O encerramento das escolas foi determinante porque é uma mensagem clara para a sociedade portuguesa. Quando se fecha as escolas é porque o assunto é sério ", disse, adiantando que ter as escolas abertas implicava muito movimento dos adultos.

O virologista alerta que é agora muito importante aprender com o passado e perceber que é preciso desconfinar com regras para que Portugal não corra maior risco de ressurgimento de uma quarta vaga, lembrando que foi o relaxamento das medidas antes, durante e após o Natal que levou à terceira vaga do vírus.

"Já percebemos a dinâmica do vírus. Como se consegue controlar? A nível da sociedade aderindo as regras de distanciamento físico, o uso da máscara e inibindo ao máximo os contactos desnecessário", frisou.

A combinação destes fatores, defendeu, vai fazer a diferença para se conseguir ganhar liberdade, mantendo o nível de infeções a níveis aceitáveis.

Pedro Simas reforça a necessidade de haver cautela no desconfinamento, defendendo que só deveria ser pensado quando o país atingir entre os 700 e os 1.400 novos casos por dia.

"Seria ótimo e estaríamos num nível de segurança grande em que seguindo as regras conseguíamos controlar e evitar uma quarta vaga", afirmou, observando que é possível que dentro de duas a três semanas Portugal atinja esses valores ideais de segurança para uma tomada de decisão sobre o desconfinamento.

"(O desconfinamento) é quando os números permitirem porque são um efeito direto do nosso comportamento e refletem diretamente se estamos a controlar ou não", frisou.

Pedro Simas destacou ainda que está a acontecer no mundo um decréscimo exponencial do número de infeções.

"De fevereiro de 2020 até agora tem vindo sempre a subir em todo o mundo até ao dia 23 de dezembro. Entre 23 e 28 baixou um pouco voltando a subir até 11 de janeiro. De 11 de janeiro até 6 de fevereiro tem vindo sempre a baixar. Nunca houve um decréscimo tão grande a nível mundial", disse, assinalando este facto como uma nota positiva, mas vincando que existe preocupação quanto a uma eventual quarta vaga, sendo por isso necessário e determinante todo o cuidado no pós confinamento.

Portugal registou hoje 204 mortes relacionadas com a Covid-19 e 3.508 casos de infeção com o novo coronavirus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há um mês que o país não registava um número de novos casos abaixo dos quatro mil, valor que remonta ao dia 3 de janeiro, quando foram atingidos 3.384 casos.

Estão internadas em Portugal 6.248 pessoas com a doença, mais 90 do que no sábado, das quais 865 em unidades de cuidados intensivos, menos 26.

Os dados revelam ainda que 6.573 pessoas foram dadas como recuperadas. Hoje foi o sétimo dia consecutivo em que o número de recuperados superou o de novas infeções, quase o dobro.

O número de casos ativos em Portugal também regista um decréscimo. Há 145.090 pessoas com o vírus ativo, menos 3.269 em relação a sábado.

As autoridades de saúde têm em vigilância 187.440 contactos, menos 5.233 relativamente ao dia anterior. Este indicador tem também registado uma descida consistente desde o dia 30 de janeiro.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.310.234 mortos no mundo, resultantes de mais de 105,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comentários
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  • José J C Cruz Pinto
    08 fev, 2021 ILHAVO 20:42
    E aí estão os médicos alemães a opinar que nem o Governo nem as autoridades e sistema de saúde cometeram grandes erros. Reconhecem mesmo que na Alemanha não fizeram melhor. Então, e erros - afinal, houve ou não houve? De ninguém?
  • José J C Cruz Pinto
    08 fev, 2021 ILHAVO 20:30
    O presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) afirma que "a capacidade de internamento vai estar perto do limite até Abril. João Gouveia defende que Portugal não se pode “deslumbrar” com a descida dos casos de Covid-19 e é preciso “aprender com os erros”. Aha, afinal, parece que houve erros! Não sei se Artur Moreira já viu a diferença para o que disse Pedro Simas. E, quando ouve dizer que somos "os melhores" (em geral em tudo e um par de botas), concorda e nem sequer se ri? Dizem que estamos numa segunda fase da pandemia (e falam até numa eventual terceira fase). Parece é que não sabem fazer contas, nem olhar para gráficos (ui, que complicado!). Depois da primeira fase, e antes da actual, já houve uma segunda (ora vão lá ver a bossa na curva), muito mais ligeira (é certo), mas já ela resultante do deslumbramento e incúria de quem ouvia e ouve todos dias (e quase fica surdo com) os louvores à nossa própria "excelência", enquanto se multiplicavam os ajuntamentos, as festas COVID e não COVID sem multas nem prisões e, sobretudo, as pressões para abrir e desconfinar tudo e mais alguma coisa. Portanto, em rigor, a actual já é a terceira. Se vier outra já será a quarta. Agora, o que é verdade, e alguns comentadores ignoraram, é que o que correu e ainda corre mal não foi nem é culpa exclusiva ou principal do Governo (excepto na falta de autoridade para fazer cumprir regras e leis) ou das autoridades de saúde e SNS, mas de nós, os melhores do mundo! Entendido?
  • Artur Moreira
    08 fev, 2021 Porto 17:20
    Relativamente ao comentário do Anónimo, só queria dizer que os argumentos da ciência não são argumentos da autoridade, mas sim, da inteligência humana.
  • Anónimo
    08 fev, 2021 Lisboa 16:29
    O comentador Artur Moreira deveria perceber que quem acha que Portugal (e em particular o governo português) está a agir bem quando morrem 200 pessoas de Covid por dia ou é burro ou é aldrabão. E argumentos de autoridade comigo não pegam!
  • Artur Moreira
    08 fev, 2021 Porto 15:03
    Demasiados comentários de pessoas ignorantes que se dão ao luxo de insultar quem dedicou uma vida ao estudo do que opina. Triste país este, que só tem maledicentes. Limitem-se á vossa ignorância e tentem aprender com quem sabe.
  • José J C Cruz Pinto
    08 fev, 2021 ILHAVO 05:22
    [Os Portugueses são assim como o "Benfica e Ca. Lda." O Jorge Jesus também era o "melhor do mundo" e a equipa ia "arrasar".] Vamos ver se, no que respeita à pandemia, por sermos assim "tão bons", não acabamos todos de rastos.
  • José J C Cruz Pinto
    08 fev, 2021 ILHAVO 05:10
    Pois, mas connosco (Portugueses) é melhor não cair constantemente na conversa de sermos dos melhores (ou - qual qué? - "os melhores") do mundo - porque, efectivamente, NÃO SOMOS [é só fazer as contas (sem perguntar nada ao Governo nem ao Presidente)], nem sequer agora, quanto mais depois, quando o desconfinamento, as palavras imprudentes, e o nosso incorrigível e injustificado orgulho de coisa pouca ou nenhuma fizerem efeito, subindo-nos à cabeça. É limpinho, limpinho: assim, dentro de poucos dias, se tudo correr bem, vai ser um novo clamor de todos os quadrantes para voltar tudo ao que era.
  • Fernando
    07 fev, 2021 Sintra 20:37
    Mais um milagre do governo Costa... Tirem-me deste filme...
  • Anónimo
    07 fev, 2021 Lisboa 19:21
    Aquelas piadas que não têm piada nenhuma... Uma segunda vaga que nunca acabou mas esta escumalha gosta de lhe chamar terceira vaga, mais de 200 mortes por dia ao longo de três semanas, os piores do mundo... Mas está tudo bem!

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