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Teste à Covid-19 sem zaragatoa? Está a ser criado na Universidade de Aveiro

28 jan, 2021 - 14:28 • Olímpia Mairos

Segundo a academia trata-se de “um kit de um teste de saliva ultrassensível, altamente reprodutível, para a Covid-19”. Aguarda-se a “validação do método” pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

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A Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um novo teste à Covid-19 que não recorre à zaragatoa.

Trata-se de “um kit de saliva e um teste de saliva ultrassensível e altamente reprodutível para a Covid-19”, informa em comunicado a Universidade de Aveiro.

O trabalho resultou de uma parceria entre a UA, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV-Santa Maria da Feira), o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV-Aveiro), o Centro Médico da Praça de São João da Madeira e a empresa nacional de engenharia de plásticos Muroplás, especializada no setor médico-hospitalar e com sede na Trofa.

De acordo com a academia, o novo teste “elimina o desconforto e a pesada logística da colheita de amostras com zaragatoa”, uma vez que, “utiliza a robusta tecnologia de RT-PCR existente nos laboratórios nacionais, simplifica a automação dos processos laboratoriais, baixa o custo e facilita a testagem comunitária”, nomeadamente em lares, escolas e empresas.

Os investigadores do laboratório de Medicina do Genoma do Instituto de Biomedicina (iBiMED) da Universidade de Aveiro (UA), assinalam que “a saliva é o principal veículo de transmissão do SARS-COV-2, o que torna a sua colheita de fácil execução no domicílio ou no local de trabalho, sem recurso a profissionais de saúde”.

“Numa abordagem inicial os resultados dos testes com saliva mostraram que eram menos sensíveis do que os obtidos com colheitas por zaragatoa nasofaríngea, mas após ajustes no protocolo técnico, confirmou-se que a saliva pode igualmente ser usada na deteção de SARS-CoV-2 sem perda de sensibilidade”, acrescenta o comunicado.

Recorde-se que a autoridade reguladora da saúde dos Estados Unidos da América - Food and Drug Administration (FDA) - aprovou o uso de kits de saliva para a testagem de SARS-CoV-2 e vários laboratórios Europeus já os usam na rotina de testagem.

Falta a validação do método INS

No entender do coordenador do Laboratório de Medicina do Genoma e diretor do iBiMED da UA, Manuel Santos, que coordenou o projeto de investigação colaborativa, este novo teste representa “um avanço significativo no controlo da Covid-19 por permitir a realização de testes na comunidade, de modo simples, a baixo custo, e fácil automação do processo laboratorial, possibilitando assim escalar o número de rastreios diários”.

Segundo Manuel Santos, o Kit de saliva desenvolvido pela empresa Muroplás também é “útil para a recolha de amostras para a vigilância genética das variantes do coronavírus SARS-CoV-2”, que o laboratório de Aveiro também avalia através de um projeto de investigação da Covid-19 financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Já o vice-reitor da Investigação, Inovação e 3º Ciclo, Artur Silva, destaca o envolvimento da universidade na busca de soluções que respondam ao “grande desafio que o país enfrenta desde março de 2020”.

A situação de pandemia, afirma o responsável, “levou os investigadores a aplicarem-me fortemente na procura de novos testes de rastreio, de baixo custo, e fácil automação laboratorial, possibilitando assim escalar o número de rastreios diários”, realça.

De acordo com Artur Silva é agora “necessário e urgente a validação do método pelo INSA para se poder colocar ao serviço da população portuguesa”.

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