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Desconfiança britânica? Controle-se o surto pandémico, apela ex-secretário de Estado do Turismo

04 jul, 2020 - 20:08 • José Pedro Frazão

Adolfo Mesquita Nunes, antigo vice-presidente do CDS, pede ainda nova linguagem para atrair turistas sem medo da pandemia e antecipa uma nova reinvenção do sector do turismo que passa também pela revisão das estratégias das próprias plataformas globais de reservas de alojamento. O antigo governante debate os desafios do turismo com a presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira, na edição do podcast "Adiante", da Renascença, em parceria com a Gama Glória.

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Controlar o surto pandémico é a única medida que Portugal pode fazer para recuperar a confiança dos turistas estrangeiros. A tese é de Adolfo Mesquita Nunes, antigo secretário de estado do Turismo no podcast "ADIANTE" da Renascença, em parceria com a Gama Glória. A afirmação foi registada horas antes de se confirmar a decisão britânica de excluir Portugal Continental da lista de países onde os turistas ingleses podem passar férias sem cumprir quarentena no regresso.

"Se não vierem ingleses para cá por questões de desconfiança da nossa capacidade de lidar com a pandemia, não há medida nenhuma que possa ajudar. Temos que fazer a nossa parte. O essencial agora para podermos ter o que apresentar é que se controle o surto pandémico", defende o ex-vice-presidente do CDS em debate com a presidente executiva (CEO) da associação que representa os hotéis portugueses, Cristina Siza Vieira.

O antigo titular da pasta do Turismo defende uma reformulação da linguagem para captar turistas mais disponíveis para viajar em tempo de pandemia. Adolfo Mesquita Nunes acredita que as pessoas que vão estar disponíveis para voar nos próximos tempos não têm tanto receio do vírus e são mais aventureiras. "É preciso ter uma linguagem com elas que bata certo com esta mensagem", insiste o antigo governante no programa ADIANTE, já disponível nas plataformas de podcast que esta semana reflete sobre os desafios para o Turismo em tempo de pandemia.

Plataformas vão ter que rever políticas de cancelamento de reservas

A retoma do turismo será mais lenta no segmento das cidades, nas viagens de negócios e organização de eventos, reconhece Adolfo Mesquita Nunes para quem é preciso conciliar o estado atual do sector com a necessidade de recuperar a capacidade de promover eventos não apenas virtuais. " Vai ter que se encontrar forma de conciliar as duas coisas. Apanhar a 'onda' da digitalização dos eventos e somar a possibilidade de pelo menos parte dele ser presencial", sustenta o advogado da Gama Glória, parceira da Renascença no podcast "Adiante".

Adolfo Mesquita Nunes acredita que o Turismo português "vai reinventar-se, não andou a fazer outra coisa nos últimos 20 anos" e sugere também mudanças ao nível das grandes plataformas de reservas como a Booking ou a Expedia sobretudo na revisão das políticas de cancelamento de reservas.

"O mercado vai exigir outra coisa. E se elas não o fizerem, alguma plataforma pode surgir a fazê-lo. As plataformas estão muito desatualizadas. Faz-me muita confusão reservar uma coisa e não a ver. Reservo um quarto sem saber qual é o meu quarto. Mostram umas fotografias gerais mas pode ser aquilo ou não ser. Isso não acontece em mais nenhuma outra área", critica Mesquita Nunes que não compreende como as plataformas não possibilitam a possibilidade de conhecerem os hotéis em maior profundidade ou até experimentar consultas aos quartos através de vídeos em 360 graus do quarto que se pretende reservar.

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