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Lacerda Sales: "Abordagem à pandemia não teve qualquer restrição financeira"

17 jun, 2020 - 13:57 • João Carlos Malta

O secretário de Estada da Saúde deixou a garantia na conferência de imprensa desta quarta-feira. O governante disse ainda que o reforço de 500 millhões de euros para a saúde, previsto no Orçamento Suplementar, é "muito importante".

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O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou, esta quarta-feira em conferência de imprensa, que não houve restrições orçamentais para a protecção dos profissionais de saúde durante o combate à pandemia da Covid-19. “Não houve qualquer tipo de condicionamentos financeiros para aquilo que teve de se gastar”, disse.

O governante afirma que é difícil precisar o dinheiro despendido desde o início do surto epidémico, referindo que os gastos foram proporcionais à evolução dos acontecimentos.

Não houve condicionamentos financeiros para equipamentos de proteção individual (EPI) e testes para os profissionais que trabalham em meio hospitalar, garante.

Lacerda Sales disse ainda, num momento em que se está a discutir o Orçamento Suplementar, que existiu “um reforço muito significativo de cerca de 500 milhões, o que é muito importante para o financiamento do SNS”.

“Esta pandemia não teve qualquer condicionamento financeiro”, reforçou.

Natural subida dos internamentos

O mesmos responsável referiu que Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região que “concentra maior atenção” das autoridades de saúde. Nesta quarta-feira foram detetados 282 casos, o que representa 84% do total nacional.

“Lisboa e Vale do Tejo representa cerca de 40% do total de testes de diagnóstico feito em Portugal. No entanto, é preciso ter em conta que sendo a maioria dos novos casos nesta região e ainda que tenham sintomas ligeiros, é natural que haja um ligeiro aumento de internamentos”, afirmou o secretário de Estado.

O mesmo sublinhou que nos primeiros 15 dias de junho houve um acumular de 4.153 novos casos nesta zona do país, “o que, apesar de tudo, se refletiu numa redução dos doentes em enfermaria de 6% e num aumento dos doentes em cuidados intensivos de 7%”.

Lacerda Sales olha para estes valores como estando dentro do “expectável” e que não representam “uma sobrecarga dos serviços de saúde”.

Portugal regista 1.523 mortes (mais uma que na terça-feira) e 37.672 casos (mais 336) confirmados de infeção pelo novo coronavírus, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Dos novos casos, 282 (83,93%) foram detetados na região de Lisboa e Vale do Tejo, que é, neste momento, o epicentro da pandemia em Portugal.

O relatório desta quarta-feira, com dados atualizados até às 00h00 de terça, mostra uma subida de 368 no número de recuperados, para um total de 23.580 (62,59% dos casos confirmados). O número de casos ativos desce para 12.569 (menos 33).

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