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​Covid-19

GNR corrige. Queixas por violência doméstica baixaram 26% em março

08 abr, 2020 - 16:49 • Lusa

Guarda registou 938 denúncias por violência doméstica em março, significando menos 26% do que no mesmo período de 2019, e sublinha que “por lapso” foram avançados outros dados na conferência de imprensa realizada no Ministério da Administração Interna.

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A GNR esclareceu os números da violência doméstica que tinham sido avançados esta quarta-feira, em conferência de imprensa, clarificando que as queixas deste tipo de crime baixaram 26% em março e não aumentaram 50%.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) refere que registou 938 denúncias por violência doméstica no mês de março, significando menos 26% do que no mesmo período de 2019, e sublinha que “por lapso” foram avançados outros dados na conferência de imprensa realizada no Ministério da Administração Interna (MAI).

Em conferência de imprensa conjunta com a PSP para divulgar a operação de fiscalização de cumprimento das normas do estado de emergência “Páscoa em Casa”, o diretor de operações da GNR, Vítor Rodrigues, anunciou que as queixas por violência doméstica aumentaram 50% durante o mês de março em relação ao mesmo período do ano passado.

A GNR indica também que no mês de março foram detidos 76 suspeitos e apreendido 97 armas.

“Conscientes que o período de maior isolamento social pode suscitar um desfasamento mais acentuado entre o número de denúncias e o número de crimes praticados, a GNR, através dos Núcleos de Investigação a Apoio a Vítimas Específica, tem intensificado os contactos com as vítimas identificadas, no sentido de promover, se necessário for, um ajustamento das medidas de proteção das vítimas”, refere a corporação em comunicado, sublinhando que a violência doméstica é um crime público e que qualquer pessoa pode denunciar, nomeadamente através do Sistema de Queixa Eletrónica (https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/).

Além da violência doméstica esta força de segurança refere que, no atual contexto de pandemia da covid-19, também tem estado “particularmente atenta” a outras fenómenos criminais” para proteger os mais vulneráveis, nomeadamente os idosos que vivem sozinhos ou isolados.

Segundo a GNR, têm sido reforçadas as ações junto dos idosos, sobretudo dos cerca de 41 mil que foram sinalizados por esta força de segurança como vivendo sozinhos ou isolados, com o intuito de procurar "contribuir para a prestação de um necessário apoio social e para a sensibilização face à tendência para o aumento do número de crimes de burla”.

A GNR avança que se registaram 467 crimes de burla em março, o que corresponde a um aumento de 52%, face ao período homólogo de 2019, incidindo sobretudo sobre a população mais vulnerável, como é o caso dos idosos.

A GNR indica ainda que está em fase de implementação o ‘Programa 65 Longe+Perto’, que visa, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC), a promoção do contacto telefónico com todo os idosos sinalizados, procurando identificar situações que, por força da fase de maior isolamento social, justifiquem uma abordagem ao nível psicológico,

Para tal, serão disponibilizados psicólogos do Centro Clínico da GNR, numa segunda linha de apoio.

Portugal, onde os primeiros casos de covid-19 confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois de ter sido prolongado a 03 de abril.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

[notícia corrigida às 19h15]

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