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Entrevista Renascença

António Costa diz que "alguns lares podem não ter conseguido antecipar medidas de contenção"

03 abr, 2020 - 12:01 • Eunice Lourenço (entrevista), Eduardo Soares da Silva (texto)

Primeiro-ministro fala numa falta de equipamentos e materiais de proteção à escala global e elogia o esforço das IPSS e misericórdias no país.

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António Costa. Estado de emergência "não é prisão domiciliária"
António Costa. Estado de emergência "não é prisão domiciliária"

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António Costa admite que alguns lares do país, "porventura, não terão antecipado as medidas de contenção" necessárias para evitar a entrada do coronavírus nas suas instalações. Em entrevista à Renascença, o primeiro-ministro destaca o esforço feito pelas instituições para proteger os idosos, faixa etária em que a Covid-19 tem uma taxa de mortalidade superior.

"Esta crise pandémica põe à prova tudo e todos. Ninguém estava preparado. Os lares albergam as pessoas de maior risco, com uma diferença brutal na taxa e mortalidade entre as pessoas mais velhas e mais novas. Apontar o dedo é extremamente difícil, porventura alguns não terão antecipado as medidas de contenção que eram necessárias. O que importa é que todos estão a fazer um grande esforço, de análise, testes e formação para quem trabalha no lar", disse.

No entanto, Costa explica que há uma enorme carência de equipamentos de proteção individual à escala global: "Não quero ser injusto com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), nem com as misericórdias. Procuraram fazer o melhor possível, com uma carência de equipamentos a uma escala global. Temos uma operação logística gigantesca, esforços imensos. Já tivemos nove voos para a China totalmente carregados com materiais e equipamentos".

O primeiro-ministro recorda que os lares que não tenham "condições que permitam isolamento, deve-se procurar realojar as pessoas noutras instalações, como as hotéis, porque infelizmente estão vazios com a paralisação".

Os lares terão ainda apoios financeiros reforçados para conseguir lidar e travar a pandemia da Covid-19: "Já atualizamos o acordo com as IPSS e misericórdias. São mais 59 milhões do que no ano passado, criámos um créditop de 162 milhões de euros e uma linha especial de contratação de pessoal", termina.

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