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Artistas exigem 1% imediato do orçamento do Estado para a cultura

10 dez, 2019 - 21:08 • Redação com Lusa

Mais de 300 artistas concentram-se em frente ao Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

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Mais de 300 artistas concentrados em frente ao Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, exigem um valor imediato de 1% do Orçamento do Estado (OE) para a cultura, em 2020. A iniciativa foi convocada pela Plataforma Cultura em Luta.

O protesto envolve mais de uma dezena de sindicatos e estruturas que representam artistas, arqueólogos, documentalistas, trabalhadores de museus, entre outros da área da cultura, que vieram exigir um reforço do financiamento de uma área considerada "o parente pobre" no Governo.

Apesar da reivindicação imediata de 1% do OE, é a palavra de ordem de "1% do PIB para Cultura" a mais repetida no largo, escrita num enorme pano em vermelho e branco, mas também em pequenos cartazes que pedem "Outra política para a Cultura" e "Em defesa da Cultura". Ao mesmo tempo, um grupo de artistas toca bombos e caminha pelas ruas laterais, ao teatro lírico, no Chiado, em Lisboa.

Pedro Penilo, da Plataforma Cultura em Luta, disse à agência Lusa que os artistas "estão cada vez mais unidos" no objetivo de reforçar o investimento no setor e aumentar a consciência dos cidadãos para a importância das artes e da cultura.

Sem relação com pedido de demissão da ministra


Sobre o pedido de demissão da ministra da Cultura, Graça Fonseca, lançado pela Comissão de Profissionais das Artes, Pedro Penilo disse que a plataforma não alinha nessa exigência: "Para nós o essencial é a mudança de política, de acordo com o que está postulado na Constituição".

"Exigimos, sim que sejam encontrados os instrumentos para garantir uma política de cultura democrática, humanista e progressista", sustentou.

À concentração - que também acontece no Porto e em Bragança - aderiram, entre outros, o Sindicato dos Trabalhadores dos Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena/STE), o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ), a Performart, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e o BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.

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