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​BE questiona Governo sobre instabilidade financeira e laboral na Global Media

18 nov, 2019 - 22:31 • Lusa

Bloco alerta para a constante "instabilidade na administração do grupo, os atrasos salariais e a iminência de despedimentos" na Global Media, que detém o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias, a TSF, O Jogo, entre outros órgãos de comunicação social.

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O Bloco de Esquerda (BE) questionou esta segunda-feira o Governo sobre a instabilidade na Global Media e quer saber qual a intervenção do executivo "para assegurar a boa gestão, defesa dos postos de trabalho e sustentabilidade" dos órgãos de comunicação social do grupo.

Numa pergunta dirigida à ministra da Cultura, e a que a agência Lusa teve acesso, o deputado bloquista Jorge Costa refere a constante "instabilidade na administração do grupo, os atrasos salariais e a iminência de despedimentos" na Global Media, que detém o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias, a TSF, O Jogo, entre outros órgãos de comunicação social.

No sábado, os trabalhadores da rádio TSF ameaçaram recorrer à greve se a administração da Global Media não esclarecesse dentro de dez dias, a contar daquela data, as questões relacionadas com a anunciada reestruturação do grupo.

"Estando em causa um conjunto de órgãos de comunicação centrais na comunicação social em Portugal, o Bloco de Esquerda questiona o governo sobre a situação do grupo Global Media", refere a pergunta.

Assim, os bloquistas pretendem saber se o Governo está "informado acerca do plano da administração do Global Media Group para a estabilização da situação financeira e laboral nas empresas do grupo".

"Que intervenção teve ou pretende ter o governo para assegurar a boa gestão, a defesa dos postos de trabalho e a sustentabilidade de órgãos de comunicação social com a importância, histórica e atual, dos detidos pelo grupo Global Media", questiona ainda.

O BE lembra ainda que neste momento, "por iniciativa do Presidente da República e de numerosos agentes do setor", está a ser desenvolvido "um importante debate público acerca do futuro da comunicação social e do jornalismo, incluindo as formas de intervenção pública de promoção da pluralidade e do rigor nos media".

"A preocupação com as ameaças ao emprego e aos direitos dos trabalhadores do grupo Global Media vem a par da consideração dos graves impactos que a crise deste grupo já tem (e pode vir a ter) na comunicação social portuguesa", acrescenta ainda.

Na perspetiva dos bloquistas, "no caso do Global Media, esta crise tem sido reconhecida pela administração, mas as suas iniciativas conhecidas não são tranquilizadoras quanto à estratégia dos proprietários do grupo".

Reunidos em plenário na sexta-feira, os trabalhadores da TSF decidiram, "com o apoio do Sindicato dos Jornalistas e do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual", exigir ao presidente do Global Media Group, Daniel Proença de Carvalho, e aos acionistas Kevin Ho, José Pedro Soeiro e Rolando Oliveira um esclarecimento, por escrito e no prazo de dez dias, a várias questões que querem ver clarificadas.

Desde logo, os trabalhadores daquela rádio querem "um esclarecimento claro e cabal de quem tem poder de decisão dentro da empresa sobre a reestruturação anunciada, incluindo rescisões por mútuo acordo e um eventual despedimento coletivo, número de trabalhadores a dispensar, critérios para esses despedimentos e datas para que esta reestruturação avance".

Exigem também a divulgação imediata das contas de 2018, "com as devidas explicações sobre as opções de gestão que levaram ao atual estado do Global Media Group, nomeadamente investimentos feitos em áreas que não tiveram o retorno esperado, prejudicando todo o grupo".

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