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Furacão Lorenzo

Açores. Furacão deixa 45 desalojados e provoca mais de 120 ocorrências

02 out, 2019 - 07:25 • Redação com Lusa

A rajada mais forte registada até ao momento foi de 163 km/h, no Corvo.​ Força do vento está a diminuir.

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Furacão Lorenzo é o mais forte dos últimos 20 anos nos Açores
Furacão Lorenzo é o mais forte dos últimos 20 anos nos Açores

A passagem do furacão Lorenzo nos Açores provocou queda de árvores, cortes de estradas, pequenas inundações, partiu telhas, janelas e portas. O número de pessoas desalojadas aumentou para 45 e uma centena de pessoas foi retirada das suas casas por precaução.

O número de ocorrências aumentou para 127, mas até ao momento não há registo de feridos.

O novo balanço foi feito pelo presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Carlos Neves.

A maior parte dos desalojamentos registou-se na cidade da Horta, na ilha do Faial, uma das mais fustigadas, devido a um "galgamento do mar na zona da Avenida 25 de Abril". No concelho das Lajes do Pico, na ilha do Pico, foram "retirados das suas habitações 100 habitantes", por precaução.

“O mau tempo continua. Estamos a ser afetados por vento de grande intensidade e também se regista uma agitação marítima muito forte”, disse à Renascença Carlos Neves. Também está confirmada a destruição de uma parte/troço do molhe do Porto das Lajes das Flores, na zona onde se situa o edifício da Portos dos Açores.

"O vento continuará no grupo central agora até à hora do almoço, nas Flores continuará a manter-se e daqui a duas horas irá decrescer ligeiramente", disse Carlos Neves, que espera que "ao início da tarde passe a aviso amarelo".

A entidade recomenda à população que "evite circular e que esteja atenta às informações e indicações da Proteção Civil, adotando as medidas de autoproteção".

O furacão "Lorenzo" baixou já para categoria 1, na intensidade prevista pela Proteção Civil açoriana. Mas o período crítico mantém-se até às 9h00 locais, mais uma no continente.

A rajada mais forte registada até ao momento pelo IPMA foi de 163 km/h, no Corvo.

Por precaução foram encerradas estradas, fechados serviços e escolas e vários aviões ficaram em terra.

É considerado o furacão mais forte dos últimos 20 anos a passar na zona.

O centro do furacão já passou a oeste da ilha das Flores e encontra-se a caminho de norte/noroeste. Segundo as previsões deve subir e ir afetar a Irlanda.

[notícia atualizada às 11h00]

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