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Cerca de 300 mil optaram por consultas num hospital fora da sua área

27 fev, 2018 - 09:41

As consultas mais procuradas ao abrigo do mecanismo de livre acesso são de ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

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Cerca de 300 mil portugueses optaram por ter consultas médicas num hospital fora da sua área, uma possibilidade disponível ao abrigo do mecanismo de livre acesso que está em vigor desse junho de 2016.

Na maior parte das situações, quem prefere um hospital diferente opta por um grande centro hospitalar, sobretudo quando se trata das especialidades com maior tempo de espera, como são os casos da ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

“Os critérios que levam as pessoas a decidir continuar ou passar para outro hospital, que não era aquele que tradicionalmente estava na sua rede de referenciação, tem a ver com o conhecimento que têm de resposta, com o histórico, com o conhecimento de resposta hospitalar”, explica à Renascença Ricardo Mestre, da direção da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

As unidades mais procuradas são os grandes hospitais de Lisboa e do Porto, nomeadamente o Centro Hospitalar de S. João, o Centro Hospitalar de St. António, o Centro Hospitalar Lisboa-Norte, o Centro Hospitalar Lisboa-Central e o Instituto Gama Pinto em Lisboa, também no âmbito da oftalmologia.

O mesmo responsável revela que a maior parte das pessoas são também das grandes cidades. “Basicamente, as pessoas têm a possibilidade de escolher uma alternativa diferente daquela que habitualmente lhes era colocada, muitas vezes até com referenciações cruzadas, portando da área de influência de St. António que vão para o S. João, do S. João para o St. António”.

Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde são apresentados esta terça-feira nas jornadas hospitalares 2018 - um seminário internacional que pretende promover o conhecimento e partilha das boas práticas na saúde.

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