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Governo em guerra ao açúcar e ao sal. “É possível comer bem e a preços económicos”

01 fev, 2018 - 11:24

A chamada “taxa dos refrigerantes” entrou em vigor há um ano. O secretário de Estado da Saúde esteve na Manhã da Renascença para dar conta de outras medidas em curso para melhorar a qualidade dos alimentos consumidos.

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“É possível comer bem e a preços económicos”, garante o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, na Renascença.

Depois da taxa sobre as bebidas açucaradas, o Governo volta-se para o Serviço Nacional de Saúde, onde os bares e restaurantes vão passar a ter alimentos “saudáveis e saborosos”.

A mudança começa esta quinta-feira no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. “De uma forma construtiva, vamos aumentar a variedade, vamos aumentar o tipo de produtos disponíveis”, diz Fernando Araújo.

“O bar pode ser um local de repouso para quem passa muitas horas no hospital” e “acho que as pessoas vão ficar muito bem impressionadas e satisfeitas”, sejam “profissionais de saúde ou doentes”, considera o secretário de Estado.

E “tudo, mantendo preços baixos, que era importante”, destaca. O que é que desaparece? “Batatas fritas e refrigerantes com elevados teores de açúcares”, por exemplo. “Teremos à venda produtos muito mais saudáveis, mas também muito mais saborosos e deliciosos”, garante ainda o governante.

Para esta transformação, que vai ser alargada a todo o Serviço Nacional de Saúde a partir de junho, o Governo contou com “o apoio do chef Nuno Queiroz, da nutricionista Ana Bravo e o apoio do chef Luís Lavrador”.

Por “uma vida feliz, longa e sem doenças”

Outra vertente da luta pelos alimentos saudáveis é a composição dos mesmos.

“Estamos agora a iniciar o processo com outras áreas de alimentos, que vão desde o açúcar nos cereais à questão do sal noutros produtos que consumimos”, anuncia o secretário de Estado da Saúde.

No caso do pão já há acordo para uma redução do sal ao longo dos próximos quatro anos.

O objetivo é, de uma forma “faseada e progressiva”, disponibilizar produtos reformulados para “terem menos quantidade de açúcar e sal”, facilitando assim as escolhas dos consumidores, “sobretudo das pessoas mais vulneráveis e menos informadas”, em prol dos alimentos mais saudáveis.

“Muito do que estamos a fazer não é pelo lado da proibição, da limitação, mas pela promoção dos produtos que consideramos mais adequados”, esclarece Fernando Araújo.

Por outro lado, existe “pressão sobre a indústria, para que todos nós possamos, a começar nos mais pequenos, comprar alimentos que nos possam ajudar a viver uma vida feliz, longa e sem doenças”, remata.

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