Tempo
|
A+ / A-

Quase 1.500 bombeiros combatem chamas em vários pontos do país

15 out, 2017 - 14:48

Verão no Outono está a ser uma dor de cabeça para as autoridades. Incêndios mais preocupantes são os da Lousã e de Monção. Em Vale de Cambra há notícia de 13 feridos.

A+ / A-

Cerca de 1.500 operacionais combatiam às 16h00 de hoje oito "grandes incêndios" no Centro e Norte do país, sendo os "mais complicados" os fogos que lavram em Monção, Seia, Vale de Cambra e Lousã, segundo a Protecção Civil.

A página da internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) avança que o incêndio que mobiliza mais meios é o fogo que lavra desde as 08h41 de hoje no concelho da Lousã, distrito de Coimbra, e que mobiliza 404 operacionais, 109 viaturas e três meios aéreos.

Este incêndio tem três frentes activas e levou, às 13h00, a evacuação das localidades de Serpins, Alcaide, Póvoa e Boque, na freguesia de Serpins e em território da União de Freguesia de Lousã e Vilarinho, adiantou um oficial do Comando Territorial de Coimbra da GNR.

Vale de Cambra

O incêndio que deflagrou este domingo em Macieira de Cambra, concelho de Vale de Cambra, Aveiro, já atingiu algumas habitações e encontrava-se "relativamente controlado", disse à Renascença o presidente da Câmara local.

“Algumas casas foram destruídas”, mas ainda não foi possível averiguar se são de primeira ou segunda habitação.

O presidente da autarquia confirmou que “a propagação foi muito rápida” e apontou "os ventos fortes" como o "grande problema" deste incêndio florestal, cujas causas "são desconhecidas".

No âmbito do combate a este incêndio, cinco bombeiros dos Voluntários de Ovar, distrito de Aveiro, ficaram feridos na sequência do capotamento da viatura em que seguiam, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra. O JN fala em 13 feridos ao todo: sete bombeiros e seis civis. Houve já um reforço de meios terrestres e no terreno estão agora 226 operacionais e 72 viaturas.

Seia

Quase 300 operacionais, apoiados por 91 viaturas e um meio aéreo, estão a combater as chamas no fogo que deflagrou às 06:03 na localidade do Sabugueiro, concelho de Seia (distrito da Guarda), tendo este incêndio quatro frentes, segundo a ANPC.

Para este fogo já foram accionados grupos de reforço de Portalegre e Castelo Branco.

O presidente da Câmara de Seia, Carlos Filipe Camelo, disse à agência Lusa que cerca de 30 pessoas foram retiradas hoje de suas casas por precaução em aldeias do concelho.

Também no concelho de Seia está activo desde as 10h26 um outro incêndio na localidade de Sandomil, que mobiliza 118 operacionais e 35 viaturas, além de um grupo de reforço de Viseu.

Monção

No caso do incêndio de Monção, que começou às 20h21 de sábado, cerca de 50 idosos de um lar em Barbeita começaram a ser evacuados para o pavilhão da escola EB 2/3 devido ao incêndio que lavra, desde sábado, naquele concelho do Alto Minho, disse a vice-presidente da Câmara local. "Os idosos estão a ser transportados por viaturas da cruz vermelha, do centro paroquial e social de Barbeita e temos funcionários da Câmara Municipal a fazer o acompanhamento e orientação", disse Conceição Soares.

Segundo aquela responsável tratou-se de "uma medida de precaução devido ao incêndio incontrolável que atinge seis freguesias do concelho". "Temos meios aéreos a ajudar os homens no terreno mas o fogo está muito complicado", afirmou apontando como principais dificuldades no combate ao fogo o vento forte e as altas temperaturas que se fazem sentir.

A responsável adiantou que "há quatro bombeiros feridos, sem gravidade". "São ferimentos ligeiros provocados por queimaduras ligeiras, inflamações oculares, e exaustão", referiu, dizendo "ser impossível, nesta fase, saber quantas casas arderam".

A vice-presidente da câmara de Monção já tinha alertado à Lusa que este incêndio se encontrava "completamente descontrolado" e já tinha "consumido" várias casas.

Lousã

A página da internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) avança que este incêndio mobiliza 404 operacionais, 109 viaturas e três meios aéreos.
Este incêndio tem três frentes activas e levou, às 13:00, a evacuação das localidades de Serpins, Alcaide, Póvoa e Boque, na freguesia de Serpins e em território da União de Freguesia de Lousã e Vilarinho, adiantou um oficial do Comando Territorial de Coimbra da GNR.

Seia

Cerca de 30 pessoas foram retiradas das suas casas por precaução em aldeias do concelho de Seia, onde lavra um incêndio florestal, disse o presidente da Câmara, Carlos Filipe Camelo, à agência Lusa. No combate às chamas estão 263 operacionais, 83 viaturas e um meio aéreo.

A ANPC regista ainda como "ocorrências importantes" incêndios em Resende e Cinfães, no distrito de Viseu, e em Viera do Minho, distrito de Braga.

No total, a ANPC registava, às 16h00, 122 incêndios que mobilizam 3.684 operacionais, 1.046 viaturas e 14 meios aéreos.

Dos 122 fogos, 53 estão em curso, 19 em resolução e 50 em conclusão.

Os fogos já obrigaram ao corte de pelo menos sete estradas, de acordo com a GNR.

[Notícia actualizada às 16h35]

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • couto machado
    15 out, 2017 porto 16:12
    Quem é que se lembrou de trocar o nome de bombeiro por operacional ? Se Guilherme Gomes Fernandes fosse vivo, apesar de pessoa com elevada cultura e sabedoria, não resistia a chamar de cavalgaduras estes novos impostores que por aí andam. Bombeiro é, e sempre será bombeiro.

Destaques V+