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Alzheimer. Doença está a crescer

17 jun, 2016 - 00:38

Especialistas reúnem-se a partir de sábado para discutir como combater doença que já afecta 80 mil pessoas, mais os cuidadores e famílias.

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Alexandre Castro Caldas ouvido pela jornalista Liliana Monteiro
Alexandre Castro Caldas ouvido pela jornalista Liliana Monteiro

A Alzheimer afecta cerca de 80 mil pessoas mas desequilibra também muitos dos cuidadores.

“É um problema que afecta muito os cuidadores que acabam por sofrer também eles. Vêem o familiar a desaparecer aos poucos e ao longo dos anos”, diz o director e professor no Instituto de Ciências de Saúde da Católica.

Precisamente para debater esta e outras questões, que se perdem com a falta de estruturas estatais para combater esta doença, um conjunto de especialistas e associações de apoio a estes doentes reúnem-se este sábado na Universidade Católica de Lisboa.

Alexandre Castro Caldas, director e professor no Instituto de Ciências de Saúde daquela universidade, lamenta a falta de planos para acompanhar e lutar contra a Alzheimer e diz, em entrevista à Renascença, que é preciso mudar este rumo porque o país está cada vez mais envelhecido e esta doença a crescer.

“A doença de Alzheimer é uma catástrofe e tem vindo a aumentar a prevalência. As famílias estão a ficar com enormes dificuldades e sem saber o que fazer. Há um plano europeu, mas nunca foi implementado. É preciso perceber como se pode ajudar estas pessoas”, disse.

Comentários
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  • António M.B. Carrola
    24 jun, 2016 Linda-a-Velha 07:45
    Poucas experiências na vida são tão dolorosas quanto colocar uma Mãe numa instituição para idosos. Enquanto puder,minhas mãos estarão sempre sobre as dela para que sinta que nunca estará sozinha.
  • isa
    20 jun, 2016 lx 00:00
    Ao Francisco gomes.....não vivemos numa sociedade só desumana,vivemos numa sociedade que vive de gente que se preocupa com o acessório em detrimento do essencial , vivemos num mundo de gente pobre de espirito, gananciosa que só vê dinheiro para gastos superfulos , politicos que gastam milhares de euros em apoios a associações que nada fazem, e nem sabemos para que servem em ajudas a banqueiros sem escrupulos que roubam e continuam maior , sustentamos uma CGD aonde passeram os grandes gatunos e que continuam impunes, em obras para justificar valores para os bolsos deles, em gabinetes de ministros que nao servem para nada, em autarquias que recebem verbas consideraveis para festas , marchas , arrais , jardins com "flores para os bolsos deles" sustentamos 230 deputados que nada fazem, existe dinheiro para tudo, naõ existe dinheiro para criar condiçoes de manter doentes com esta doença e outras.Lamentavelmente o estado tem uma panóplia de edificios fechados que serviam para manter estas pessoas com alguma dignidade , algo que fruto da propria doença perderam...o ESTADO ignora os necessitados porque tem outros necessitados Os dos partidos que têm que manter....vivemos numa passagem de nivel sem guarda infelizmente.
  • Francisco Gomes
    18 jun, 2016 Lisboa 18:40
    Sou cuidador de minha esposa, demente de Alzheimer há 3 anos e, neste momento, paralisada dos membros inferiores, da mão direita e a esquerda quase que nem mexe. Tem um úlcera numa das ancas que mais parece a abertura de um vulcão e que requer tratamento diário pela enfermagem da USF a que pertencemos, embora tenham vindo ao domicílio duas vezes por semana, além de várias escaras nos pés e cotovelos. Quase que nem abre a boca para a alimentarmos, os medicamentos têm de ser esmagados num almofariz e dados por uma palhinha com a água. Defeca e urina na fralda e a higiene é bastante complicada para ser executada por uma só pessoa. Tenho vindo pedir o seu internamento desde há um ano mas dizem que o lugar dela é num Lar de Idosos! Gostaria de saber para que servem os hospitais e quem neles está internado e se os lares de idosos possuem equipamentos e pessoal especializado neste tipo de doenças! Mas mesmo que isso possuíssem, seria a troco de quantias que ficam fora do orçamento familiar de pensionistas de baixos recursos porque quando as instituições calculam o preço desses internamentos, não contabilizam renda de casa, água, gás, electricidade, alimentação, farmácia, material de incontinência, taxas moderadoras por tudo e por nada e outras despesas que vão aparecendo no dia a dia. Só para uma cama articulada,um colchão viscoelástico e outro pneumático, foram 800 euros para que ela não sofresse tanto e ficasse melhor acomodada e mais confortável.Vivemos numa sociedade desumana!

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