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Portugueses identificam "sinalizadores" que podem antecipar Alzheimer

14 set, 2015 - 10:34

Antes do aparecimento da doença "ocorre a formação de radicais livres", que activam a proteína, designada Nrf2.

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Investigadores de Coimbra descobriram "sinalizadores" biológicos sem células sanguíneas que poderão antecipar o alerta para o aparecimento da doença de Alzheimer.

"Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Medicina da UC (FMUC), liderada por Ana Cristina Rego, descobriu ‘sinalizadores’ biológicos sem células sanguíneas que poderão alertar precocemente para o surgimento da doença de Alzheimer", anunciou  a Universidade de Coimbra numa nota.

Antes do aparecimento da doença "ocorre a formação de radicais livres" e a investigação realizada revela que esses radicais "activam um sinalizador (uma "proteína, designada Nrf2, que tem como função proteger as células dos radicais livres"), refere a mesma nota.

Os radicais livres são "moléculas que poderão conduzir à morte dos neurónios nesta doença".

"A sinalização da proteína é mais evidente quando surgem as primeiras queixas de memória, numa etapa inicial da doença de Alzheimer", explica Ana Cristina Rego, coordenadora do estudo, que já foi publicado na revista Biochimica et Biophysica Acta (BBA)- Molecular Basis of Disease.

O período que antecede a doença trabalhado nesta investigação, designado por Défice Cognitivo Ligeiro (DCL), situa-se entre os indivíduos cognitivamente saudáveis e os doentes com Alzheimer provável.

"Cerca de 10 a 20% das pessoas acima dos 65 anos encontram-se nesta fase intermédia de DCL e aproximadamente 15% irão progredir para um estado de demência anualmente", refere a mesma nota.

"As alterações que ocorrem em indivíduos com DCL podem ser cruciais para se compreender o início dos processos de disfunção celular e morte neuronal na doença de Alzheimer, e auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas capazes de impedir a progressão da doença", salienta Ana Cristina Rego.

O estudo foi desenvolvido em "estreita colaboração com investigadores de outro grupo do CNC e da FMUC, liderado por Cláudia Pereira, e com Isabel Santana, do serviço de neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e da FMUC".

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