Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Ucrânia pede reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

06 jun, 2023 - 14:42

O apelo surge após a destruição parcial da barragem de Kakhova, numa região controlada pelas forças russas.

A+ / A-

"A Ucrânia pede uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas", indicou, esta terça-feira, em comunicado, o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, que apelou, ainda, à União Europeia e ao G7.

Em causa está a destruição parcial da barragem de Kakhova, numa região controlada pelas forças russas.

O chefe da diplomacia pediu, também, novas sanções contra a Rússia.

Entretanto, a Rússia acusou a Ucrânia de um ato de "sabotagem deliberada" na sequência da destruição da barragem hidroelétrica na região de Kherson, no sul do país, parcialmente sob ocupação russa.

"Trata-se inequivocamente de um ato de sabotagem deliberada por parte dos ucranianos, que foi planeado e executado sob as ordens de Kiev", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov.

O porta-voz rejeitou firmemente as acusações das autoridades ucranianas de que Moscovo era responsável pela destruição parcial da barragem, que provocou inundações na região de Kherson.

"Toda a responsabilidade recai sobre o regime de Kiev", insistiu, citado pela agência francesa AFP.

Segundo Peskov, um dos objetivos de tal ação era "privar a Crimeia" de água.

A Rússia ocupou e anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A barragem de Kakhovka, construída no rio Dniepre na década de 1950 e capturada no início da ofensiva russa na Ucrânia em 2022, é crucial para o abastecimento de água à Crimeia.

De acordo com Peskov, "este ato de sabotagem pode ter consequências muito graves para dezenas de milhares de habitantes da região de Kherson", bem como "consequências ecológicas".

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+