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Voo inaugural da Missão Artemis está a caminho da Lua

16 nov, 2022 - 07:23 • Olímpia Mairos

O objetivo desta missão é verificar se esta nova nave espacial é segura para transportar uma tripulação até à Lua nos próximos anos. A bordo estão três manequins humanoides (dois femininos e um masculino) para verificar os efeitos que a exposição excessiva à radiação pode gerar.

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Mais de cinco décadas após o primeiro passo do Homem na Lua, em 1969, é lançada a primeira fase do programa Artemis para levar de novo astronautas à Lua. A nave Space Launch System da NASA foi lançada, esta manhã, para iniciar o novo programa de exploração lunar e de espaço profundo da agência espacial norte-americana.

Trata-se de uma missão não tripulada para testar tecnologias essenciais para todas as outras missões do Programa Artemis, como o foguete e a cápsula em si, além dos sistemas de comunicação e de suporte de vida.

A bordo estão três manequins humanoides (dois femininos e um masculino) para verificar os efeitos que a exposição excessiva à radiação pode gerar no organismo humano numa missão lunar de longa duração.

A missão vai durar cerca de 25 dias e meio, esperando-se o regresso no dia 11 de dezembro, terminando com um mergulho no Oceano Pacífico.

Durante a missão, a cápsula Orion vai percorrer mais de 2,1 milhões de quilómetros, batendo o recorde de tempo que qualquer veículo projetado para transportar humanos já esteve no espaço sem atracar numa estação espacial.

O SLS, de 98 metros de altura, é o foguetão mais potente da NASA desde o Saturno V, que levou astronautas à Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo. Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na Lua.

Tal como o Saturno V, o SLS não é reutilizável, pelo que terão de ser construídas novas unidades para novas missões.

O novo foguetão, que tem o dobro da altura do Elevador de Santa Justa, em Lisboa, transporta, na primeira missão, dez microssatélites científicos (do tamanho de uma caixa de sapatos) que, depois de largados no espaço, permitirão estudar os efeitos da radiação, um asteroide ou a superfície gelada da Lua.

A Artemis I será apenas a primeira de uma série de missões cada vez mais complexas para nas próximas décadas levar à Lua uma presença humana de longo prazo.

Cinquenta anos após o último voo da espaçonave Apollo, a NASA espera agora estabelecer uma presença humana duradoura na Lua a fim de se preparar para futuras viagens a Marte.

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