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Eleições intercalares nos EUA

Republicana pró-Trump Kari Lake perde corrida-chave a governadora do Arizona

15 nov, 2022 - 09:45 • Joana Azevedo Viana

A democrata Katie Hobbs venceu a corrida, em mais um duro golpe para os republicanos e para Trump, que prometeu um "grande anúncio" para esta terça-feira.

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A candidata democrata a governadora do Arizona, Katie Hobbs, derrotou a rival republicana na corrida ao cargo, no contexto das eleições intercalares nos EUA.

No discurso de vitória, na madrugada desta terça-feira, Hobbs prometeu trabalhar para todos os habitantes do estado no atual "momento de divisão", apostando num tom conciliatório.

"Mesmo neste momento de divisão, acredito que há muito mais a ligar-nos."

À mesma hora, Lake, que passou a campanha a defender que a presidência foi roubada a Donald Trump nas eleições de 2020, sugeriu que os resultados da corrida eleitoral no Arizona estão errados e que alguns votos não foram contabilizados, sem apresentar provas que sustentem a acusação.

Entretanto, uma semana depois das "midterms" e com várias contagens ainda em curso, a Câmara dos Representantes continua em disputa. Os republicanos precisam de conquistar pelo menos 218 assentos na câmara baixa do Congresso, algo que parecia mais fácil há alguns dias.

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Neste momento, o partido já conquistou 215 assentos contra 211 para os democratas, apontam projeções da CBS News. Já no Senado, os democatas conseguiram, contra o que antecipavam algumas sondagens, manter a curta maioria que detinham.

Os resultados já anunciados marcam um duro golpe para os republicanos e sobretudo para Donald Trump, que tinha pedido uma "gigante onda vermelha" contra os democratas e que, antes das eleições, prometeu para hoje um "grande anúncio", potencialmente da sua recandidatura à presidência dos EUA nas eleições de 2024.

Numa entrevista à BBC News durante a campanha para as intercalares, Kari Lake, que chegou a ser apelidada de "Trump de saias", disse que o ex-Presidente não deveria ter de recandidatar-se à Casa Branca porque "venceu as últimas eleições", prevendo que o empresário "vai voltar para se vingar".

Não existem provas de que as eleições de 2020, ou as "midterms" deste mês, tenham sido fraudulentas.

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